quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Um textinho do Jabor aos nossos queridos pseudo-comunas e petistas de plantão

"Como era bom nosso comunismo....

Eu devo ter assistido a umas mil horas de reuniões dee esquerda em minha vida. Fui comunista dee carteirinha no PCB, de onde saí para um grupo "independente", mais modedrno, cognominado, claro, pelos velhos pecebões de "Grupo Vertigem - pequeno-burgês e revisionista".
Dentro do PCB, nossa mania era das reuniões sem sim - o assembleísmo. Falo dessas coisas remotas porque esse é um dos males que assimbram o PT no poder. Discutíamos infinitamente para chegfar a uma certeza da qual partíamos. Esse é o drama das ideologias: chegar a uma conclusão que já existe desde o início.
Mas me lembro com saudadee daquelas noites dos meus românticos vinte anos.
Fumávamos muito, malvestidos, duros, planejando ações ambiciosíssimas como, por exemplo, instalar o socialismo no país, sem armas, sem apoio indical ou militar, tudo na base do deesejo. Ninguém precisava estudar, pois a verdade estava do nosso lado. O ideologismo justificava a ignorância.
Eu olhava meus conmapnheiros nas reuniões infinitas e pensava: "'Como vamos conquistar o poder fumando mata-ratos, reunidos nesse quarto-e-sala imundo, com sofá-cama esfiapado, como vamos dominar o Brasil, sem nada?" Mas ficava quieto, com medo dee ser chamado de "vacilante".
No entanto, como era delicioso sentir-se importante, como era bom conspirar contra tudo, desde o papai-reaça até a invesão do imperialismo ianque. Tudo nos parecia claro, os oradores surfavam em meia dúzia de palavras que eram a chave da tal "realidade brasileira": burguesia nacional, imperialismo, latifúndio, proletariado, campesinato etc. Nossa tarefa de comunistas era nos infiltrar "em todos os nichos da cosiedad" para, de dentro conquistar o poder. Exatamente como o PT está fazendo hoje - empregando milhares de compaheiros aguerridos e "puros" dentro do aparelho do Estado. Tínhamos de nos infiltrrar em sindicatos, universidades e - coisa que me deeprimia especialmente - em "associações de bairro", onde eu me via doutrinando donas de casa da Tijuca sobre as virtudes do marxismo.
E todos os argumentos iam se organizando "dialeticamente" enquanto a madrugada embranquecia. Até que chegava a hora fatal: "O que fazer?" E aí... ninguém sabia nada. Na hora da solução, o branco. E tudo se esvaía porque os "fins" eram muito claros, mas os "meios" nos eram inacessíveis. Eu saía nas madrugadas, sol já raiando, e olhava os operários indo para o trabalho, fracos, ignorantes, e sorria de esperança; depois, olhava os prédios altos, o poder físico da cidade, e me arrepiava de terror: "Como poderemos desconstruir isso tudo?" E sentia o tremor da loucura.
E aí, sem soluções, pintava o desespero. as acusações mútuas cresciam, mas até os xingamentos eram previstos na cartilha marxista: acusávamo-nos de "hisitantes" ou "radicais" ou "sectários" ou "pequeno-burgueses" ou "alienados" ou "provocadores" ou "obreiristas" ou "aventureiros" ou "liberais" ou o diabo a quatro. E eu, no meu canto neurótico, pensava: "Não ocorre a ninguém que há também os invejosos, os ignorantes, os mentirosos, os paranóicos, os babacas e os filhos da puta?" Por que ninguém via o óbvio? marx sufocava Freud.
Até hoje, esses vícios ainda travam a velha esquerda, misto de ignorância com arrogancia.
Mas eu ainda gemo: que saudades do comunismo!... Esse surto de lininismo que incendiou a alma simples dos petistas ultimamente, esse ataque recente à "democracia burguesa" que o governo de Lula lançou contra a sociedade, me despertou uma profunda saudade.... Ah, como era gostoso o nosso comunismo....
Eu andava malvestido, com minha testa alta, barba leninista, assim feito o Genoino (Genoino, mesmo de frente, está sempre de perfil, aspirando a ser medalha). Eu era comuna assim como o Luís Gushiken (ele é a cara do Ho Chi minh) que, depois de aparelhar os fundos de pensão e os bancos, dedclarou com charme leninista que a "liberdade não é absoluta", lembrando-me (ohhhh delícia!) do tempo em que eu citava Lenin em francês: "La Liberté, pour quoi faire?" ("Liberdade, pra quê?")
Era bom ser superior a um mundo povoado de "burgueses, caretas e babacas", como eu classificava a humanidade. E todo esse charme vinha sem esforço; bastava ler um ou outro livrinho da Academia da URSS, decorar meia dúzia de slogans e pronto, eu podia andar com minha camisa de marinheiro aberta ao vento, olhando a população de "alienados", em suas vidas medíocres, pois meu mundo era mais além.
Ahhh.... que saudades das sacanagens de esquerda, quando eu cortejava as meninas sem a maquiagem burguesa, a quem eu lançava a cantada infalível: "Não seja 'pequeno-burguesa' e entra aí no 'aparelho', meu bem..." Lembro também a noite mágica em que declarei a uma namorada que "nosso amor também eera uma forma ded luta contra o imperialismo".
Ahhh.... como eu amava os operários, futuro da humanidade. Nas oficinas do jornal comuna que eu fazia, crivava-os de perguntas e e agrados, sendo que os ditos operários ficavam desconfiados de tanto amor e pensavam que eu era veado e não um fervoroso comunista...
Como me alegrei quando Mao Tsé-tung proibiu Beethoven na Revolução Cultural, pensando: "Claro, temos que raspar tudo que a burguesia inventou e começar de novo": um mundo novo agrícola com homens fardados de cinza, rindo felizes.
Ahhh.... como era bom ignorar as neuroses pequeno-burguesas, pois eu não era um deprimido nem narcisista nem nada; eu era apensa um comunista saudável como um cartaz de balé chinês. Amava as reuniões secretas, as discussões sem fim: "questão de ordem companheiro!", "o companheiro está numa posição revisionista" ou "a companheira está sendo reacionária em não querer dar pra mim".
E a beleza de não ter um tostão e pedir dinheiro à mãe para comprar Marlboro de contrabando (meu secreto pecado), não ter um puto e se orgulhar disso, na convivênia dos botequins, olhando os operários e pensar, no cafezinho: "um dia eles serão 'homens totais´, 'sujeitos da história' ", enquanto os mendigos vomitavam no meio-fio, gente que eu chamava com desprezo culto de "lumpens".
Que saudadeds.... Tudo era possível - bastava convencer o proletariado que os burgueses malvados, aliados ao latifúndio improdutivo e dominados pelo imperialismo americano, eram a causa de seus males, pois então os proletários conscientizados tomariam o podedr, organizados por nós, e tudo seria perfeito e bom.
E depois, quando a barra pesou de 68 em diante, mesmo na tragédia daqueles dias, senti a delícia meio religiosa de ser uma vítima "santificada" da violência da direita.
Era bom... era lindo... Por isso, quando vejo o comissário da Casa Civil, Dirceu, comandando essa volta ao passado, essa retomada do bolchevismo no governo PT, não me horrorizo, nem denuncio, como fazem esses jornalistas burgueses neo-liberais vendidos aos patrões. Ao contrtário, tenho vontade de chorar...."
Arnaldo Jabor
que coisa não.... hauhauhuahuahua

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Rodada do final de semana

Pois é.... Quem diria (nem eu diria) que o Timão iria ganhar do Santos de Luxemburgo com direito à torcida gritando "olé"? Com muita raça, grande atuação da defesa e principalmente com grande inspiração do jovem candidato a ídolo da Fiel, Felipe, o Coringão venceu a apática equipe santista.
Já o os líderes São Paulo e Cruzeiro estão com tudo! O São Paulo segurou o artilheiro do campeonato, Josiel, e ainda por cima fez seis no Paraná; a equipe paranaense tentará se recuperar diante do frágil Náutico na Vila, quem sabe Josiel faz as pazes com o gol. Para a alegria de Aécio Neves, o time celeste de BH passeou contra o Palmeiras, que, abdicou de jogar bola no domingo no Mineirão.
Vasco e Fluminense fizeram um grande clássico no Maracanã, e como disse o treinador vascaíno Celso Roth o Fluzão "achou um gol", mas Roth esqueceu de dizer que o gol se originou graças à grande jogada individual do jovem em grande fase Tiago Neves.
Em um jogo morno em Curitiba, o Furacão venceu o Galo e deixou para o Flamengo, que bobeou no sábado contra o Sport, a última vaga da segundona.
Mas a decepção da rodada (e talvez do Brasileirão) foi o Inter, que cedeu o empate ao Náutico, após Cristhian perder um penalti.
A próxima rodada vem aí.... O Timão deverá tem um tranquilo encontro contra o medíocre e virtual rebaixado América, no Pacaembú. O São Paulo terá um encontro complicado no Mineirão, contra o Galo mineiro, mas segurando o ímpeto inicial da equipe do técnico Leão, certamente embalada pela animada Galoucura, o Tricolor Paulista pode sair com uma vitória simples.
O jogo da rodada e dica aos amantes do futebol fica para o jogo do Olímpico Grêmio e Vasco.

Façam as apostas.... e agora são todos (principalmente o Cruzeiro) contra o São Paulo, já diria o prolixo Galvão Bueno: "Haja coração!"