segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Que cidade é esta?


Budapeste

"O Danúbio, pensei, era o Danúbio mas não era azul, era amarelo, a cidade toda era amarela, os telhados, o asfalto, os parques, engraçado isso, uma cidade amarela, eu pensava que Budapeste fosse cinzenta, mas Budapeste era amarela."

Chico Buarque em Budapeste p.11

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Macumba do 3º mandato envenena a quadra política

A política brasileira atravessa uma quadra contraditória. Lula degusta notáveis índices de popularidade. Mas quem observa os índices de intenção de voto que as pesquisas atribuem ao tucano José Serra é levado a crer que chegou a hora da oposição.

Em meio ao inusitado, Lula olha para o PT e vê um armazém de postes. Decidiu inaugurar um programa novo: uma versão eleitoral do Luz para Todos. É como se desejasse levar energia a todos os potenciais presidenciáveis petistas.

No curto intervalo de duas semanas, o presidente levou mãe Dilma ‘PAC’ Rousseff aos morros do Rio, compareceu a uma cerimônia organizada por Tarso ‘Pronasci’ Genro, festejou aniversário de ministério ao lado de Patrus ‘Bolsa Família’ Ananias e estimulou Marta ‘Boa Candidata’ Suplicy a mergulhar na campanha paulistana.

É jogo de cena, suspeita a oposição. Lula não seria de dar apoio senão a si mesmo. Move-se por entre os postes ruminando, no íntimo, uma pergunta: Se estou tão bem avaliado, por que não permitir ao povo que prolongue sua própria felicidade?

Pelo menos sete líderes oposicionistas se encontram com o pé atrás. No PSDB: FHC, Sérgio Guerra e Arthur Virgílio. No DEM: Jorge Bornhausen, Marco Maciel e José Agripino Maia. No PMDB dissidente: Jarbas Vasconcelos. Todos acham que, na virada da curva, Lula flertará com o terceiro mandato. É como se vissem em Lula uma espécie de Incrível Hulk, prestes ganhar coloração esverdeada, exibir os músculos e rasgar as próprias vestes.

Ouça-se, na voz de Agripino Maia, o raciocínio que permeias as suspeitas: “O que o Lula está fazendo? Peregrinando pelo país. Voa no Aerolula abastecido por todos nós. Reúne o povo à custa de distribuição de marmitas pagas pelo erário. Agride a oposição em inaugurações travestidas de comícios. O que é isso? É a pré-campanha da continuidade. Calçando um salto 40, arrogante e auto-suficiente, o presidente aguarda pelo projeto que seu amigo Devanir Ribeiro [PT-SP] vai apresentar, propondo o plebiscito do terceiro mandato. A democracia será colocada em xeque. Quem viver verá.”

Sérgio Guerra, o presidente do PSDB, acha que Lula oscila “momentos de valorização da democracia com instantes de puro autoritarismo.” Não duvida que o PT esteja tramando a continuidade de seu único líder. “Se vier, vamos combater.” Jarbas Vasconcelos lista “evidências” que, a seu juízo, deixam claro que Lula vive um “surto autoritário.”

“No Planalto, o TCU é considerado um aglomerado de políticos aposentados, Lula desmoraliza o Judiciário, depois diz que Congresso precisa trabalhar, como se ele fosse trabalhador, não tem o menor respeito pela mídia, com a equipe repleta de aloprados, passa a mão na cabeça dos irresponsáveis e acha que a palavra dele basta.”

Jarbas prossegue: “Derrotamos a CPMF e Lula decretou aumento de impostos, depois de mentir que não iria fazê-lo. O governo exige que a Colômbia peça desculpas ao Equador, mas não condena as Farc, um agrupamento de criminosos e seqüestradores. Não vou mais ficar calado. Lula tem formação autoritária. E o Senado não pode botar o rabo entre as pernas. O eco agora é pequeno. Mas depois cresce. Eu era deputado estadual no Recife quando o general Médici desfrutava de popularidade de 84% no meu Estado. E terminou como um dos mais repudiados generais da ditadura.”

Petistas como o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), que cultivam o bom senso, sustentam que Lula jamais patrocinaria um movimento de desrespeito à Constituição. Mas há uma ala do petismo que flerta –a sério— com a macumba do terceiro mandato. Devanir Ribeiro, compadre de Lula, não está sozinho quando afirma que aguarda o momento propício para protocolar o seu projeto na Câmara.

FHC arrancou a reeleição no Congresso em meio a um tilintar de verbas que incluiu uma malfadada “cota federal” de R$ 200 mil. Pagou, depois, o preço do poder longevo. Uma conta que, além da ofensa aos costumes, espetou na biografia do príncipe o populismo cambial e a ruína econômica. O silêncio de Lula sobre a re-reeleição não faz bem nem à sua presidência nem à democracia. Num instante em que reencontra o caminho do crescimento econômico, o presidente merece melhor sorte.

Lula precisa vir ao meio-fio para desautorizar, em termos críveis, a maluquice. Do contrário, pode desperdiçar a sua hora. Há duas semanas, Lula ouviu do neo-conselheiro Delfim Netto conselhos acerca do que fazer na economia para evitar que seu governo transfira para o sucessor ruína semelhante à que recebeu de FHC. Um presidente que não esteja de olho no palanque decerto terá mais tempo para cuidar do que realmente interessa. De mais a mais, 2014 não está assim tão longe.

Fonte: blog do Josias

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Fomos coniventes com Evo Morales, por William Waak

"A capacidade de Evo Morales e Hugo Chávez de tornarem as coisas difíceis para si mesmos e para o resto do continente é diretamente proporcional à incapacidade brasileira de convencê-los de que os caminhos “bolivarianos” levam apenas ao fracasso das economias, ao dissenso interno, à desestabilização política e a conflitos externos absolutamente desnecessários.

Curiosamente, é amplo consenso no Brasil que esses fenômenos – instabilidade econômica e política, conflitos externos – não nos interessam. Não há candidatos sérios à Presidência da República por aqui com plataformas sequer remotamente apegadas à quebra das instituições, rompimento de contratos de longo prazo, repúdio a dívidas, hostilidade a potências estrangeiras, nacionalização, estatização, perseguição de minorias, cerceamento da oposição ou destruição dos outros poderes.

É o que Evo Morales e Hugo Chávez fazem, diante de um governo brasileiro incapaz de articular nossa conduta em função dos nossos interesses de longo prazo. Que interesse podemos ter em vizinhos à beira da guerra civil, como a Bolívia? Que interesse podemos ter num vizinho que ressuscita a Guerra Fria no Caribe como maneira de promover a própria fanfarronice militar, como faz a Venezuela?

Cabe aqui uma pergunta central: qual a capacidade que o Brasil tinha de influenciar acontecimentos nos reinos de Evo Morales e Hugo Chávez? Muita, se tivessemos já há bastante tempo deixado suficientemente claro para ambos que à principal potência regional (o Brasil) não interessa a instabilidade que ambos promovem. É, sim, direito legítimo dos povos da Venezuela e da Bolívia de viver sob o regime político e econômico que bem entenderem.

Mas – e é nesse “mas” que reside nosso problema – não às custas de sacudir o resto. Pode o atual governo brasileiro olhar para a situação boliviana e dizer que se trata de um observador neutro, empenhado em promover algum tipo de conciliação interna baseada no compromisso e entendimento que as partes possam atingir? Claro que não. Fomos coniventes com Morales – “a coisa mais extraordinária” da América do Sul, segundo Lula.

Podemos nos dirigir a Chávez dizendo que, para o Mercosul (um projeto que nasceu não apenas para baixar tarifas aduaneiras), é contraproducente a fabricação de conflitos com outros centros de poder? Claro que não. Assistimos ao jorro de sandices verbais do desequilibrado presidente da Venezuela como se fosse um animador de auditórios – agora que ele não só compra aviões russos mas, também, trata de provocar infantilmente os Estados Unidos promovendo manobras militares com os russos nós vamos bater palmas, rir ou fazer de conta que nada está acontecendo?

Permitam-me aqui um parênteses. Na célebre crise dos mísseis de 1962 (quando Moscou instalou mísseis nucleares em Cuba), Fidel Castro, o maior inspirador de Chávez, foi o principal perdedor. Estados Unidos e União Soviética entenderam-se à revelia do ditador cubano. Não seria difícil imaginar que, na visão de mundo distorcida e peculiar de Chávez, ele talvez possa estar achando que será uma espécie de “vingador” da História, trazendo para a porta dos fundos dos EUA seu velho rival. Arrisca-se a ser, como Fidel, o principal perdedor.

Situações de política externa desfavoráveis aos interesses de um país não são cataclismos meteorológicos, surgidos do nada. Morales e Chávez precisaram ser cultivados, criados, tolerados, precisaram sentir-se livres para agir, incentivados a tentar e convencidos de que podem conseguir. Em momento algum sentiram-se impedidos pelo seu principal vizinho, o Brasil.

Quem os apóia e festeja esse tipo de panacéia retrógrada e perigosa tem motivos para celebrar. Para os interesses do Brasil os acontecimentos na Bolívia e na Venezuela são lamentáveis. Resta esperar que a realidade se imponha – algo que dirigentes ideologizados jamais se dignam a admitir. O preço será pago por um enorme e indesejado sofrimento das populações da Bolívia e da Venezuela."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Deu na Folha

Seja por mero pudor ou realmente por uma questão de consciência, os brasileiros, hoje, se mostram menos preconceituosos do que há 13 anos. Ao repetir neste ano perguntas feitas em 1995, o Datafolha identificou que caiu significativamente o grau de concordância da população com frases como "negro bom é negro de alma branca" ou "se Deus fez raças diferentes, é para que elas não se misturem".

O que não mudou de lá para cá foi a constatação, aparentemente contraditória, de que o brasileiro reconhece o preconceito no outro, mas não em si mesmo. Ou, como já definiu a historiadora da USP Lilia Moritz Schwarcz, "todo brasileiro se sente como uma ilha de democracia racial, cercado de racistas por todos os lados".

Para 91% dos entrevistados, os brancos têm preconceito de cor em relação aos negros. No entanto, quando a pergunta é pessoal, só 3% (excluindo aqui os autodeclarados pretos) admitiram ter preconceito.

Foi igualmente alto (63%) o percentual de entrevistados que afirmaram que negros têm preconceito em relação a brancos, mas somente 7% (excluindo os brancos) dizem ter, eles mesmos, algum preconceito.

Também caiu (de 22% para 16%) a proporção de brasileiros que se sentiram discriminados por sua cor. Esse percentual, no entanto, chega a 41% entre autodeclarados pretos.

Para Schwarcz, o que mudou de 1995 para 2008 foi a popularização do discurso politicamente correto. Ela, no entanto, demonstra algum ceticismo com relação ao menor percentual de concordância com afirmações preconceituosas.

"As coisas mudaram, mas nem tanto. As pessoas reagem mais às frases preconceituosas, como se já estivessem vacinadas. É positivo ver que há maior consciência, mas é preocupante constatar que a ambivalência se mantém. Parece que os brasileiros jogam cada vez mais o preconceito para o outro. 'Eles são, mas eu não'."

Também historiador, Manolo Florentino, da UFRJ, tem opinião semelhante. "O que cresceu foi sobretudo o pudor. Para tanto deve ter colaborado, em alguma medida, a disseminação da praga politicamente correta. Se for este o caso, estaremos mais uma vez frente à constatação de que nosso racismo é envergonhado, que, afora casos patológicos, o brasileiro só expressa seu preconceito racial através de carta anônima."

Constrangimento

O sociólogo Marcos Chor Maio, da Fiocruz, faz leitura mais otimista. O fato de os brasileiros só admitirem preconceito nos outros -o que pode ser visto como hipocrisia-, para ele, é um valor: "As pessoas têm vergonha de parecerem racistas, cria-se um constrangimento enorme. Isso é ótimo".

Fulvia Rosemberg, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e coordenadora do programa de bolsas da Fundação Ford, vê na ampliação do debate sobre a questão racial, provocado principalmente pela discussão das cotas em universidades, uma das causas para a queda do preconceito.

"Isso não acirrou a oposição branco/negro e parece ter desenvolvido maior consciência e atenção às relações raciais."

A socióloga Fernanda Carvalho, do Ibase e uma das coordenadoras do movimento Diálogos Contra o Racismo, concorda: "Não deixamos de ser um país com forte racismo, mas evoluímos. Não se discutia tanto a questão do negro. Hoje, as pessoas estão compreendendo melhor o tema e têm mais consciência de que o preconceito é um valor negativo".
Yvonne Maggie, antropóloga da UFRJ, tem opinião diferente sobre o racismo no país.

"Os pretos se sentem mais discriminados, mas são eles também os que mais acreditam no esforço pessoal. Somos uma sociedade que tem optado por não marcar o sentimento da vida a partir da raça", diz ela, citando o dado de que 71% dos pretos concordam que, se um pobre trabalhar duro, melhorará de vida. Entre brancos, o percentual é de 67%.

Maggie diz também que o aumento da escolaridade nos últimos anos deve ter contribuído para a queda no preconceito. "Pode até ser que o debate sobre raça tenha influenciado, mas não é possível concluir isso com base na pesquisa. O que temos de concreto nesses últimos anos foi que houve uma melhoria radical do sistema educacional no Brasil", diz a antropóloga.

Segundo o Datafolha, quanto maior a escolaridade, menor a manifestação de preconceito. Entre a população com nível superior, apenas 5% concordam que negros só sabem fazer bem música e esporte. Entre os que não passaram do fundamental, a proporção é de 31%.

A idade do entrevistado também influencia. Entre os que têm 41 anos ou mais, 27% concordam com a frase sobre negros na música e esporte. Entre os mais jovens (16 a 25), a proporção cai pela metade: 13%.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Da série: Que cidade é esta?


Ouro Preto... viva a terra dos ancestrais!

"Por esta época Sua Excelência, o Governador Geral Clarimundo Ladisbão, senhor absoluto da Província e que corria seus domínios seguido de grande comitiva, veio dar a Ouro Preto, o que foi ensejo de grandes festejos públicos, com graves prejuízos para os cofres municipais."

Fernando Sabino em O Grande Mentecapto

sábado, 1 de novembro de 2008

Campanha: Bate nele Rubinho!


Aí galera, colabore com a campanha a que fará de Rubinho Barrichello um herói nacional!

"Bate nele Rubinho!"

Todos sabem que o Rubinho sempre esteve na F1 a passeio, apesar dele desmentir este fato, sabemos que ele nunca teve lá grandes pretensões.

Pois agora esta chegando à vez dele se consagrar, virar ídolo nacional, Top do automobilismo brasileiro. Quem sabe até digno de ser comparado com Ayrton Senna.

Como? Basta ele se propor a atrapalhar, isso mesmo, não precisa ajudar. O Buzz lançou a campanha “Bate nele, Rubinho!” Simplesmente sensacional, imaginem o Massa em segundo e o Hamilton em primeiro, isso tudo a poucas voltas do fim da corrida, e quando o Hamilton for dar a segunda volta no Rubinho o nosso herói dá uma de Kamikaze e bate no Hamilton “despretensiosamente”. Já que a Ferrari vêm fazendo suas cagadas durante toda a temporada, uma ajuda divina sempre é bem vinda. E neste caso a divindade emanaria der Ser Rubens Barrichelo!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

TOP 10 Filmes

Aí galera, to meio ausente mas volto com alguns clichês de blogueiros....

vou postar aqui meu TOP 10 de filmes:

1 - Forrest Gump - Tom Hanks
2 - Coração Valente - Mel Gibson
3 - O poderoso chefão - Dir. Coppola, com Marlon Brando e Al Pacino
4 - Malcolm X - com Denzel Washington
5 - Rain Man - com Dustin Hoffman
6 -Sobre meninos e lobos - Dir. Clint Eastwood, com Sean Penn e Tim Robbins
7 - Snatch - Porcos e diamantes - Brad Pitt
8 - Hannibal - Dir. Ridley Scott
9 - Laranja mecânica - Dir. Stanley Kubrik
10 - Clube da luta - Brad Pitt e Edward Norton

Ah, vou mandar também uma listinha de recomendações pra galera aí

11 -A grande ilusão - Sean Penn
12 - Beleza americana - Kevin Spacey
13 - A vida de David Gale - Kevin Spacey
14 - O tigre e o dragão - Dir. Ang Lee
15 - O Iluminado - Jack Nisholson
16 - O pianista
17 - Antes de partir - com Jack Nicholson e Morgan Freeman
18 - Batman - Cavaleiro das Trevas
19 - Pulp fiction - tempo de violência - Dir. Quentin Tarantino, com Jonh Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman e Bruce Willis
20 - Amadeus
21 - O silêncio dos inocentes - Jodie Foster e Anthony Hopkins
22 - Perfume de mulher - Al Pacino e Cris O´Donnell
23 - A primeira noite de um homem - Dustin Hoffman
24 - O poder de um jovem - Morgan Freeman
25 - A vida é bela - Roberto Benini
26 - A paixão de Cristo - Dir. Mel Gibson
27 - A outra história americana - Edward Norton
28 - Herói - Jet Lee
29 - Um sonho de liberdade - Morgan Freeman e Tim Robbins
30 - Sociedade dos poetas mortos - Robin Willians
31 - Seven - Morgan Freeman, Brad Pitt e Kevin Sapacy
32 - Patch Adans - Robin Willians
33 - Cão de briga - Morgan Freeman e Jet Lee

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Libertação de INGRID BETANCOURT

LIBERTAÇÃO DE BETANCOURT É O COMEÇO DO FIM DO POPULISMOpor Aluízio AmorimDepois de analisar todo o material veiculado pela imprensa brasileira,sites e blogs, chego a uma conclusão a respeito da espetacular ação deinteligência militar da Colômbia que resgatou Ingrid Betancourt dasgarras dos terroristas das FARC: que bom seria se todos os paíseslatino-americanos fossem governados por presidentes como o colombianoÁlvaro Uribe.O governo brasileiro sob o comando de Lula e seus sequazes emitiu umanota ridícula, não conseguindo esconder sua decepção com mais estavitória da democracia, fato que envergonha os cidadãos brasileirosdecentes e democratas.As evidentes repercussões políticas na América Latina, resultantes daação libertadora colombiana, se traduzem num salutar enfraquecimentoda idiotia comuno-bolivariana e de seus líderes, incluindo aí, comonão poderia deixar de ser, o presidente brasileiro, ele também um dosfundadores do famigerado Foro de São Paulo, organização esquerdista daqual as FARC fazem parte.Oxalá o continente latino-americano, em face deste auspicioso evento,acorde dessa orgia comunistóide que tem isolado a região do mundodesenvolvido, especialmente dos Estados Unidos e dos principais paíseseuropeus.O isolamento a que me refiro significa, em termos econômicos, perderoportunidades de alinhar-se com parceiros detentores dos melhores emaiores projetos científicos e tecnológicos do planeta; e, no planoinstitucional, afastar-se dessas nações que acumulam apreciávelexperiência na manutenção da lei e da ordem sob o signo da liberdade,esta garantida por sólidos fundamentos democráticos.Em outras ocasiões já afirmei que o sistema capitalista é irreversívele, malgrado suas imperfeições, até porque é obra humana, depende dademocracia e da liberdade não só econômica, mas fundamentalmente, da
liberdade política, algo que é sonegado por regimes de viésesquerdizante.É isto também que deverá acontecer em futuro imediato em Cuba, naCoréia do Norte e, sobretudo na China, nações estas submetidas àtirania de regimes ditos salvacionistas, mas que na verdade tomaram deassalto os respectivos Estados em proveito exclusivo de seus mentores.Lá, mais cedo do que se imagina, as liberdades democráticas haverão detriunfar.Aliás, isso ficou muito evidente com a queda da ex-URSS, tanto é queos cidadãos que foram libertados do jugo comuno-fascista nem queremmais ouvir falar em socialismo.Portanto, a ação das forças de segurança da Colômbia ao libertarIngrid Betancourt e demais reféns que estavam em poder dos terroristasdas FARC representa um golpe mortal não só contra o narco-terrorismo,mas em grande medida lança uma ducha de água fria sobre a desastrosaaventura comuno-populista posta em marcha por meia dúzia de tiranetesbotocudos.A bem sucedida campanha libertária da Colômbia ainda tem um salutarefeito, qual seja o de trazer para o seio da opinião pública um debateessencialmente político que faz com que os cidadãos reflitam sobre umfato: a melhor solução para o desenvolvimento, a segurança e obem-estar coletivos continua sendo o regime democrático e a execraçãode todo o tipo de violência e terrorismo, sejam quais forem seu matizideológico.DO INFERNO PARA A LIBERDADEpor Rodrigo Constantino"A complacência de hoje é paga com a angústia de amanhã; e se elapersiste, com o sangue de depois de amanhã." (Suzanne Labin)"Uma manhã chuvosa, como a minha alma". Assim Ingrid Betancourt iniciaa carta que escreveu em 2007 no cativeiro, e que chegou aos seusfamiliares após a prisão de guerrilheiros das Farc em Bogotá. Elaestava seqüestrada desde 2002 pelos guerrilheiros marxistas, e seus
relatos serviram para despertar o mundo para a situação caótica dosreféns mantidos pelas Farc. Seu desespero era tão grande, que elapassou a ver a morte como "uma opção amena". A distância de seusfilhos foi descrita como um veneno em sua infinita solidão, "como seme injetassem cianureto nas veias, gota a gota". Ela escreve que paroude comer, e que não sentia mais vontade de nada, pois o melhor é nãoquerer nada, "para pelo menos ficar livre de desejos", já que aresposta dos guerrilheiros era 'não' para tudo. "A vida aqui não évida, é um desperdício lúgubre do tempo", ela desabafa na cartaemocionada. Todos "são obrigados a dormir no fundo de um buracoqualquer, deitados em qualquer lugar, como animais". Felizmente, todoesse enorme sofrimento chegou ao fim para Ingrid, que foi resgatadapelo Exército colombiano hoje.Após ser resgatada junto com um grupo de 14 reféns, Ingrid deu umdepoimento onde agradeceu a Deus e aos soldados da Colômbia pela"operação impecável" dos militares. Os agentes se infiltraram nas Farce se disfarçaram usando camisetas de Che Guevara, ídolo dosterroristas. As Farc já vinham sofrendo várias derrotas por causa deuma ação mais dura do governo Uribe, incluindo o ataque na fronteirado Equador que resultou na morte do segundo homem na hierarquia dogrupo. Nessa operação, ocorreu a apreensão do computador comimportantes dados das Farc, como a milionária quantia de ajudaacertada com o governo Chávez. Fora isso, o líder dos guerrilheiros,Manuel Marulanda, morreu, representando mais um duro golpe contra oscriminosos. O cerco foi se fechando, e alguns guerrilheiros seentregaram. As Farc estão, finalmente, desmoronando, depois de mais de40 anos espalhando o terror pela Colômbia. A brilhante operação quelibertou Ingrid e outros reféns representa praticamente um xeque-mate
para os guerrilheiros financiados pelas drogas. Tomara que o golpefinal não demore! Afinal, vários reféns ainda estão sob o domínio dosguerrilheiros.O governo Uribe está de parabéns, assim como os militares envolvidosno resgate. Uribe tem lutado praticamente isolado contra osguerrilheiros, já que muitos presidentes latino-americanos são aliadosou obsequiosos com as Farc. O Foro de São Paulo, criado pelo PT deLula e Marco Aurélio Garcia, ao lado do ditador Fidel Castro, tem dadoinclusive declarações de apoio aos guerrilheiros. A resolução no 9 doX Encontro do Foro diz "ratificar a legitimidade, justeza enecessidade de luta (das Farc)". O governo Lula se recusa a definir asFarc como terroristas. Durante o governo de Olívio Dutra, orepresentante das Farc, Hernan Rodriguez, foi recebido pelo governadorno Palácio Piratini. A revista VEJA trouxe denúncia da existência dedocumentos da ABIN relatando apoio financeiro das Farc para candidatospetistas. Sabe-se que as Farc celebraram a vitória de Lula naseleições. A esquerda, de forma geral, prega sempre uma maior"negociação" entre as partes, ignorando que de um lado está o governodemocraticamente eleito, e do outro um grupo de traficantes eseqüestradores assassinos. É como se defendessem uma negociação entrea polícia e Fernandinho Beira-Mar!A esquerda francesa também pregava, na década de 1930, mais "conversa"com Hitler, e os comunistas exortaram os trabalhadores a abandonaremas fábricas bélicas pouco antes da invasão dos nazistas. A mesmaesquerda costuma defender a diplomacia com terroristas, como se fossepossível debater com Osama Bin Laden num chá em Londres! No fundo,essa postura pode ser fruto da covardia em alguns casos, e da safadezaem outros, pois há alguma afinidade com os bandidos por motivosideológicos. Tudo que é contra o capitalismo liberal e seu maior
ícone, os Estados Unidos, passa a ser visto como um aliado. NosEstados Unidos, costuma prevalecer a máxima de que com terrorista nãose negocia. A atitude mais dura de Uribe contra as Farc merece, nessesentido, fortes aplausos. Ela que tem sido importante nodesmantelamento dos guerrilheiros. Não os discursos vazios e aretórica "humanista" dos presidentes esquerdistas que, no fundo,preferem as Farc ao governo de Uribe.No Brasil, o que mais se aproxima das Farc é o MST, grupo de invasorescriminosos que vivem com o financiamento de verbas estatais. Sãoinspirados pelo marxismo também, e usam o mesmo tipo de ideologia paraincitar a inveja e o ódio nas pessoas e partir para a pilhagem daspropriedades privadas. O MST, o embrião crescido das Farb (ForçasArmadas Revolucionárias do Brasil), tem agido impunemente, depredandopropriedades, obstruindo o progresso, e doutrinando desde cedo ascrianças em suas "escolas", onde o marxismo é o dogma a ser seguidopor uma seita fanática. Novamente, a esquerda é conivente com oscriminosos, chamando-os de "movimento social". Quando muito, criticamde forma tímida alguns meios, mas aprovam os fins. O MST ainda não temo mesmo poder das Farc, mas vem crescendo, alimentado pelo própriogoverno. É preciso cortar o mal pela raiz, e impedir esse avançourgentemente. A primeira medida deveria ser cortar os recursosrepassados para todas as ONGs ligadas ao movimento criminoso. Asegunda medida seria atuar com rigor contra os invasores. O difícil éesperar isso de um governo cúmplice do movimento, quando o própriopresidente Lula veste literalmente o boné dos invasores.Mas hoje é uma data que deve ser celebrada. A principal refém das Farcfoi libertada pelo Exército colombiano, e os guerrilheiros estão maisperto do fim agora. Uma família separada pelos marxistas poderá se
reunir novamente. Infelizmente, não é o fim do sofrimento para muitosoutros que ainda são vítimas desses criminosos. Qualquer um quevaloriza a vida e a liberdade tem a obrigação moral de condenarveementemente essa ideologia assassina. Os prisioneiros das Farc,assim como os prisioneiros de Cuba, do Zimbábue e da Coréia do Norte,os regimes comunistas ainda existentes, têm o direito de ser livretambém. E todos aqueles que ainda conseguem defender tamanhabarbaridade, não passam de cúmplices desses seqüestradores. Sejamos francos: quem ainda prega o comunismo não tem caráter! IngridBetancourt saiu direto do inferno para a liberdade. Esses safados desejam o contrário para todos nós: tirar nossa liberdade e nos lançarno inferno!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

CSS (nova CPMF) em quem seu deputado votou?

Confira aqui a lista dos Deputados paranaenses na votação pela CSS (a nova CPMF):

Paraná (PR)
Abelardo Lupion (DEM) - Não
Affonso Camargo (PSDB) - Não
Airton Roveda (PR) - Sim
Alex Canziani (PTB) - Sim
Alfredo Kaefer (PSDB) - Não
Angelo Vanhoni (PT) - Sim
Barbosa Neto (PDT) - Não
Cezar Silvestri (PPS) - Não
Chico da Princesa (PR) - Sim
Dilceu Sperafico (PP) - Não
Dr. Rosinha (PT) - Sim
Eduardo Sciarra (DEM) - Não
Giacobo (PR) - Sim
Gustavo Fruet (PSDB) - Não
Hermes Parcianello (PMDB) - Sim
Luciano Pizzatto (DEM) - Não
Luiz Carlos Setim (DEM) - Não
Marcelo Almeida (PMDB) - Sim
Max Rosenmann (PMDB) - Não
Moacir Micheletto (PMDB) - Sim
Nelson Meurer (PP) - Sim
Odílio Balbinotti (PMDB) - Sim
Osmar Serraglio (PMDB) - Sim
Ricardo Barros (PP) - Sim
Takayama (PSC) - Sim

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mulher de líder das FARC é empregada por Lulla e pelo GOVERNO do PARANÁ

A mulher de Olivério Medina, o representante das Farc no Brasil, foi contratada pelo governo Lulla. Agora só falta arranjar um emprego para a mulher de Fernandinho Beira-Mar, outro criminoso ligado às Farc.

Angela Maria Slongo foi contratada no final de 2006 pelo Ministério da Pesca, ligado ao Gabinete da Presidência da República, no mesmo período que o seu marido estava preso em Brasília a pedido so Governo Colombiano, acusado de assassinatos e atos terroristas.

Essa é mais uma das averiguações que ligam o PT, consequentemente membros do Governo Federal às FARC, notadamente um grupo terrorista e ligado ao tráfico de drogas.

De acordo com o site do jornalista Diego Casagrande a comPeTente Angela ainda acumula salário pago pelo GOVERNO DO PARANÁ. . .

O Senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), encaminhou nesta segunda um pedido de esclarecimento ao Ministro da Pesca (Altemir Gregolin), sobre a contratação de Angela Maria.


Mais informações em: http://www.diegocasagrande.com.br/index.php?flavor=vejamais&id=21527

Fonte: Blog da JPSDB Curitiba

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Timão na Final da Copa do Brasil!

Contrariando a razão (né Toninho), o Timão venceu o Botafogo, time que jogou como nunca e perdeu como sempre!

Agora só falta o Sport, vai ser difícil ganhar lá, mas com a força da Fiel e a Raça Corinthiana de sempre vamos pra cima e estamos rumo ao Japão em 2009..!

Exagero? Sim, mas sou Timão e ser corinthiano é estar acima de toda e qualquer racionalidade!

Sabadão é vencer o Fortaleza e manter o rumo da volta para a Série A, falando nisso tenho uma aposta aí e falei que o Coringãovai ficar pelo menos 15 jogos invicto na segundona, faltam apenas 12!

Outra coisa, o Braga veio a Curitiba e cedeu um empate ao fraco Paraná, tem outra aposta aí rolando, o Braga vai ficar na frente do Paranito na Segundona, e vou ganhar minha caixa da Copenhagen!

Isso aí povo!

Saudações!

domingo, 25 de maio de 2008

CAHIS 2008/2009

aí galera, por um Centro Acadêmico que seja dos estudantes: atuante e transparente!!!


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Acesso ao crédito e inflação

A galera tá reclamando que só falo do Coringão aqui.... como o Timão perdeu ontem (roubado), então vou copiar um texto do meu amigo Bruno Scalco, sobre economia. Gostei muito e acho importante com partilhar com todos.

"O consumo no Brasil tem subido, muito, pricipalmente devido ao aumento do consumo das classes D e pricipalmente C. Mas os setores industrial, agropecuário e de serviços não têm acompanhado esse crescimento, assim a relação oferta/demanda está diminuindo, ou seja o número de pessoas que querem comprar aumentou mais do que a quantidade de produtos a serem vendidos, então os preços sobem. Normalmente nos casos de inflação o consumo aumenta por conta do aumento dos salários, no Brasil não é bem assim, grande parte desta pressão inflacionária também se deve ao crédito. Reflita comigo, sem preconceito nenhum contra a classe, hoje eu peguei o ônibus para voltar da faculdade e o cobrador do ônibus estava falando num celular que custa R$ 800,00, você acha que um cobrador que ganha, em média R$ 1200,00 por mês pode gastar 800 num celular? Não, então o que ele faz? Vai nas Casas Bahia e financia o celular a crédito em 168 vezes, com juros de 100% ao ano. O aumento de salário também influi, mas o crédito tem uma parcela de culpa grande na inflacão.
Existem várias maneiras de controlar esta inflação, eu particularmente não concordo com o plano do governo para o controle inflacionário, a criação de um fundo soberano pode não beneficiar a todos, a PDP (política de desenvolvimento produtivo) custa muito caro ao contribuinte com subsídios e renúncia fiscal e, normalmente atinge só alguns objetivos, mas o que mais me assusta é a elevação da taxa de juros, num país onde a prioridade número 1 é o cresimento dos setores que não acompanham o resto do país o aumento de juros pode dar um fim ao começo."

Bruno Scalco

Fonte: Blog da JPSDB Curitiba - jpsdbcuritiba.blogspot.com

terça-feira, 20 de maio de 2008

Blog da Juventude Tucana de Curitiba

jpsdbcuritiba.blogspot.com

tá aí galera!

vamos pretigiar a nossa Juventude!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Pra quem é viciado em futebol (como eu)

Aí povo, começou o Brasileirão!

Todo mundo apostando nos grandes de SP e do Rio (tirando o Vasco, que acho que vai lutar contra o rebaixamento), além de Inter e Cruzeiro. Minhas apostas não fogem muito disso não, mas como eu não quero queimar a língua como fiz no ano passado, vou fazer uma aposta bem vaga e lógica (pra não dizer idiota): vai ganhar o time que conseguir manter o elenco o mais próximo possível do que começar o campeonato. Como não temos garantias de que o Palmeiras continuará com Valdívia, o Inter com Alex, o São Paulo com Adriano e que a dupla Fla-Flu, assim como o Cruzeiro, não soferá um desmanche, é muito difícil dizer que há favoritos. Mas hoje, se fosse pra eu perder uma grana, apostaria no Inter (até porque nunca vou apostar nos Porcos ou nos Bambis!)

Vasco, Ipatinga, Figueira, Lusa, Vitória e as duplas do Paraná e do Pernambuco devem abrir os olhos contra a degola.

Ah, falando em degola, o Coringão, no sábado tivemos uma amostra de que vai ter muito corithiano com problemas cardíacos até o final da temporada, mas o Timão volta pro lugar de onde não deveria ter saído! E torço para os paulistas, Braga, São Caetano e Ponte Preta também voltarem!

Uma dica pra quem é viciado em futebol é o site da Globo.com com as estatísticas do Brasileirão: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Futebol/Estatisticas/0,,EIS283-9841,00.html

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A melhor palestra da minha vida....

No último final de semana a Juventude do PSDB de Curitiba organizou um evento que entre suas atrações tinha como a principal uma palestra com o ex-ministro e fundador do PSDB Euclides Scalco.

Quando o homem começou a falar o silêncio era tal que ao mais atento desatento era possível ouvir os mosquitos do grande sãlão do Hara Palace Hotel, onde acontecia o o evento.

O conteúdo da palestra já era esperado, a história e as bandeiras do PSDB, o que é a social-democracia, a importância de uma reforma política com a implementação do parlamentarismo. . .

Contudo, o que mais me fascinou é o amor que o maduro Scalco ainda tem com sua causa, a Social-Democracia e com o Brasil, eu que já era fã declarado do Dr. Scalco agora posso me considerar o fã número 1!

Repito aqui e faço minhas as palavras do Dr. Euclides Scalco: "O PSDB não pode perder a alma!"

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Corinthians

Diferentemente do Blog do Rogerinho que é cheio de concatenações pertinentes, eu venho aqui pra escrever besteira (de novo!)
O Coringão mais uma vez decepciona, não teve a capacidade de fazer a sua parte, que era vencer o Noroeste em Bauru, não tiro o mérito do time de Bauru, que é bem organizado e mostrou sua qualidade dificultando jogos contra o São Paulo por exemplo. Mas o papo aqui é o meu vício chamado Corinthians.
Um time sem articulação e dependente de jogadores medianos como Finazzi e André Santos; os jovens Lulinha e Dentinho estão mais para promessas de políticos safados do PT do que legítimos representantes do terrão da Fazendinha. Ricardo Bóvio é um aborto e o Fabinho parece estar fora da forma que o consagrou há alguns anos.
Para que o se torne viável para a Série B e para a Copa do Brasil, precisamos urgentemente de no mínimo um meia e um atacante. A diretoria prometeu Douglas do São Caetano, não sei se ele aguenta o tranco (espero que eu queime minha língua), para a posição eu indicaria o melhor jogador do Náutico (que fez o Acosta jogar no ano passado), Geraldão. No ataque o jovem Keirrisson do Coritiba seria uma excelente opção.
A Copa do Brasil é um sonho distante, já temos Goiás no caminho, ainda poderemos cruzar com Atlético MG, Internacional, Vasco e Palmeiras.... complicado.
Mas o Mano ainda tem tempo pra arrumar esse time pra Série B, caso não consiga eu não sei se vou aguentar os porcos, bambis, lambaris, coxas, atleticanos, colorados, gremistas......

VAI CORINTHIANS

sábado, 22 de março de 2008

Que história!

A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo.

Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo. Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores. Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:- "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.


Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria. O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores. Abaixo a única foto que se conserva da heróica equipe do Dinamo e o nome de seus jogadores.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Feliz Ano Novo

O texto é do Grande Rubem Fonseca


"Vi na televisão que as lojas bacanas estavam vendendo adoidado roupas ricas para as madames vestirem no reveillon. Vi também que as casas de artigos finos para comer e beber tinham vendido todo o estoque.

Pereba, vou ter que esperar o dia raiar e apanhar cachaça, galinha morta e farofa dos macumbeiros.

Pereba entrou no banheiro e disse, que fedor.

Vai mijar noutro lugar, tô sem água.

Pereba saiu e foi mijar na escada.

Onde você afanou a TV, Pereba perguntou.

Afanei, porra nenhuma. Comprei. O recibo está bem em cima dela. Ô Pereba! você pensa que eu sou algum babaquara para ter coisa estarrada no meu cafofo?

Tô morrendo de fome, disse Pereba.

De manhã a gente enche a barriga com os despachos dos babalaôs, eu disse, só de sacanagem.

Não conte comigo, disse Pereba. Lembra-se do Crispim? Deu um bico numa macumba aqui na Borges de Medeiros, a perna ficou preta, cortaram no Miguel Couto e tá ele aí, fudidão, andando de muleta.

Pereba sempre foi supersticioso. Eu não. Tenho ginásio, sei ler, escrever e fazer raiz quadrada. Chuto a macumba que quiser.

Acendemos uns baseados e ficamos vendo a novela. Merda. Mudamos de canal, prum bang-bang, Outra bosta.

As madames granfas tão todas de roupa nova, vão entrar o ano novo dançando com os braços pro alto, já viu como as branquelas dançam? Levantam os braços pro alto, acho que é pra mostrar o sovaco, elas querem mesmo é mostrar a boceta mas não têm culhão e mostram o sovaco. Todas corneiam os maridos. Você sabia que a vida delas é dar a xoxota por aí?

Pena que não tão dando pra gente, disse Pereba. Ele falava devagar, gozador, cansado, doente.

Pereba, você não tem dentes, é vesgo, preto e pobre, você acha que as madames vão dar pra você? Ô Pereba, o máximo que você pode fazer é tocar uma punheta. Fecha os olhos e manda brasa.

Eu queria ser rico, sair da merda em que estava metido! Tanta gente rica e eu fudido.

Zequinha entrou na sala, viu Pereba tocando punheta e disse, que é isso Pereba?

Michou, michou, assim não é possível, disse Pereba.

Por que você não foi para o banheiro descascar sua bronha?, disse Zequinha.

No banheiro tá um fedor danado, disse Pereba. Tô sem água.

As mulheres aqui do conjunto não estão mais dando?, perguntou Zequinha.

Ele tava homenageando uma loura bacana, de vestido de baile e cheia de jóias.

Ela tava nua, disse Pereba.

Já vi que vocês tão na merda, disse Zequinha.

Ele tá querendo comer restos de Iemanjá, disse Pereba.

Brincadeira, eu disse. Afinal, eu e Zequinha tínhamos assaltado um supermercado no Leblon, não tinha dado muita grana, mas passamos um tempão em São Paulo na boca do lixo, bebendo e comendo as mulheres. A gente se respeitava.

Pra falar a verdade a maré também não tá boa pro meu lado, disse Zequinha. A barra tá pesada. Os homens não tão brincando, viu o que fizeram com o Bom Crioulo? Dezesseis tiros no quengo. Pegaram o Vevé e estrangularam. O Minhoca, porra! O Minhoca! crescemos juntos em Caxias, o cara era tão míope que não enxergava daqui até ali, e também era meio gago - pegaram ele e jogaram dentro do Guandu, todo arrebentado.

Pior foi com o Tripé. Tacaram fogo nele. Virou torresmo. Os homens não tão dando sopa, disse Pereba. E frango de macumba eu não como.

Depois de amanhã vocês vão ver. Vão ver o que?, perguntou Zequinha.

Só tô esperando o Lambreta chegar de São Paulo.

Porra, tu tá transando com o Lambreta?, disse Zequinha.

As ferramentas dele tão todas aqui.

Aqui!?, disse Zequinha. Você tá louco.

Eu ri.

Quais são os ferros que você tem?, perguntou Zequinha. Uma Thompson lata de goiabada, uma carabina doze, de cano serrado, e duas magnum.

Puta que pariu, disse Zequinha. E vocês montados nessa baba tão aqui tocando punheta?

Esperando o dia raiar para comer farofa de macumba, disse Pereba. Ele faria sucesso falando daquele jeito na TV, ia matar as pessoas de rir.

Fumamos. Esvaziamos uma pitu.

Posso ver o material?, disse Zequinha.

Descemos pelas escadas, o elevador não funcionava e fomos no apartamento de Dona Candinha. Batemos. A velha abriu a porta.

Dona Candinha, boa noite, vim apanhar aquele pacote.

O Lambreta já chegou?, disse a preta velha.

Já, eu disse, está lá em cima.

A velha trouxe o pacote, caminhando com esforço. O peso era demais para ela. Cuidado, meus filhos, ela disse.

Subimos pelas escadas e voltamos para o meu apartamento. Abri o pacote. Armei primeiro a lata de goiabada e dei pro Zequinha segurar. Me amarro nessa máquina, tarratátátátá!, disse Zequinha.

É antiga mas não falha, eu disse.

Zequinha pegou a magnum. Jóia, jóia, ele disse. Depois segurou a doze, colocou a culatra no ombro e disse: ainda dou um tiro com esta belezinha nos peitos de um tira, bem de perto, sabe como é, pra jogar o puto de costas na parede e deixar ele pregado lá.

Botamos tudo em cima da mesa e ficamos olhando. Fumamos mais um pouco.

Quando é que vocês vão usar o material?, disse Zequinha.

Dia 2. Vamos estourar um banco na Penha. O Lambreta quer fazer o primeiro gol do ano.

Ele é um cara vaidoso, disse Zequinha.

É vaidoso mas merece. Já trabalhou em São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vitória, Niterói, pra não falar aqui no Rio. Mais de trinta bancos.

É, mas dizem que ele dá o bozó, disse Zequinha.

Não sei se dá, nem tenho peito de perguntar. Pra cima de mim nunca veio com frescuras.

Você já viu ele com mulher?, disse Zequinha.

Não, nunca vi. Sei lá, pode ser verdade, mas que importa?

Homem não deve dar o cu. Ainda mais um cara importante como o Lambreta, disse Zequinha.

Cara importante faz o que quer, eu disse.

É verdade, disse Zequinha.

Ficamos calados, fumando.

Os ferros na mão e a gente nada, disse Zequinha.

O material é do Lambreta. E aonde é que a gente ia usar ele numa hora destas?

Zequinha chupou ar fingindo que tinha coisas entre os dentes. Acho que ele também estava com fome.

Eu tava pensando a gente invadir uma casa bacana que tá dando festa. O mulherio tá cheio de jóia e eu tenho um cara que compra tudo que eu levar. E os barbados tão cheios de grana na carteira. Você sabe que tem anel que vale cinco milhas e colar de quinze, nesse intruja que eu conheço? Ele paga na hora.

O fumo acabou. A cachaça também. Começou a chover. Lá se foi a tua farofa, disse Pereba.

Que casa? Você tem alguma em vista?

Não, mas tá cheio de casa de rico por aí. A gente puxa um carro e sai procurando.

Coloquei a lata de goiabada numa saca ele feira, junto com a munição. Dei uma magnum pro Pereba, outra pro Zequinha. Prendi a carabina no cinto, o cano para baixo e vesti uma capa. Apanhei três meias de mulher e uma tesoura. Vamos, eu disse.

Puxamos um Opala. Seguimos para os lados de São Conrado. Passamos várias casas que não davam pé, ou tavam muito perto da rua ou tinham gente demais. Até que achamos o lugar perfeito. Tinha na frente um jardim grande e a casa ficava lá no fundo, isolada. A gente ouvia barulho de música de carnaval, mas poucas vozes cantando. Botamos as meias na cara. Cortei com a tesoura os buracos dos olhos. Entramos pela porta principal.

Eles estavam bebendo e dançando num salão quando viram a gente.

É um assalto, gritei bem alto, para abafar o som da vitrola. Se vocês ficarem quietos ninguém se machuca. Você aí, apaga essa porra dessa vitrola!

Pereba e Zequinha foram procurar os empregados e vieram com três garções e duas cozinheiras. Deita todo mundo, eu disse.

Contei. Eram vinte e cinco pessoas. Todos deitados em silêncio, quietos, como se não estivessem sendo vistos nem vendo nada.

Tem mais alguém em casa?, eu perguntei.

Minha mãe. Ela está lá em cima no quarto. É uma senhora doente, disse uma mulher toda enfeitada, de vestido longo vermelho. Devia ser a dona da casa.

Crianças?

Estão em Cabo Frio, com os tios.

Gonçalves, vai lá em cima com a gordinha e traz a mãe dela.

Gonçalves?, disse Pereba.

É você mesmo. Tu não sabe mais o teu nome, ô burro? Pereba pegou a mulher e subiu as escadas.

Inocêncio, amarra os barbados.

Zequinha amarrou os caras usando cintos, fios de cortinas, fios de telefones, tudo que encontrou.

Revistamos os sujeitos. Muito pouca grana. Os putos estavam cheios de cartões de crédito e talões de cheques. Os relógios eram bons, de ouro e platina. Arrancamos as jóias das mulheres. Um bocado de ouro e brilhante. Botamos tudo na saca.

Pereba desceu as escadas sozinho.

Cadê as mulheres?, eu disse.

Engrossaram e eu tive que botar respeito.

Subi. A gordinha estava na cama, as roupas rasgadas, a língua de fora. Mortinha. Pra que ficou de flozô e não deu logo? O Pereba tava atrasado. Além de fudida, mal paga. Limpei as jóias. A velha tava no corredor, caída no chão. Também tinha batido as botas. Toda penteada, aquele cabelão armado, pintado de louro, de roupa nova, rosto encarquilhado, esperando o ano novo, mas já tava mais pra lá do que pra cá. Acho que morreu de susto. Arranquei os colares, broches e anéis. Tinha um anel que não saía. Com nojo, molhei de saliva o dedo da velha, mas mesmo assim o anel não saía. Fiquei puto e dei uma dentada, arrancando o dedo dela. Enfiei tudo dentro de uma fronha. O quarto da gordinha tinha as paredes forradas de couro. A banheira era um buraco quadrado grande de mármore branco, enfiado no chão. A parede toda de espelhos. Tudo perfumado. Voltei para o quarto, empurrei a gordinha para o chão, arrumei a colcha de cetim da cama com cuidado, ela ficou lisinha, brilhando. Tirei as calças e caguei em cima da colcha. Foi um alívio, muito legal. Depois limpei o cu na colcha, botei as calças e desci.

Vamos comer, eu disse, botando a fronha dentro da saca. Os homens e mulheres no chão estavam todos quietos e encagaçados, como carneirinhos. Para assustar ainda mais eu disse, o puto que se mexer eu estouro os miolos.

Então, de repente, um deles disse, calmamente, não se irritem, levem o que quiserem não faremos nada.

Fiquei olhando para ele. Usava um lenço de seda colorida em volta do pescoço.

Podem também comer e beber à vontade, ele disse.

Filha da puta. As bebidas, as comidas, as jóias, o dinheiro, tudo aquilo para eles era migalha. Tinham muito mais no banco. Para eles, nós não passávamos de três moscas no açucareiro.

Como é seu nome?

Maurício, ele disse.

Seu Maurício, o senhor quer se levantar, por favor?

Ele se levantou. Desamarrei os braços dele.

Muito obrigado, ele disse. Vê-se que o senhor é um homem educado, instruído. Os senhores podem ir embora, que não daremos queixa à polícia. Ele disse isso olhando para os outros, que estavam quietos apavorados no chão, e fazendo um gesto com as mãos abertas, como quem diz, calma minha gente, já levei este bunda suja no papo.
Inocêncio, você já acabou de comer? Me traz uma perna de peru dessas aí. Em cima de uma mesa tinha comida que dava para alimentar o presídio inteiro. Comi a perna de peru. Apanhei a carabina doze e carreguei os dois canos.

Seu Maurício, quer fazer o favor de chegar perto da parede? Ele se encostou na parede. Encostado não, não, uns dois metros de distância. Mais um pouquinho para cá. Aí. Muito obrigado.

Atirei bem no meio do peito dele, esvaziando os dois canos, aquele tremendo trovão. O impacto jogou o cara com força contra a parede. Ele foi escorregando lentamente e ficou sentado no chão. No peito dele tinha um buraco que dava para colocar um panetone.

Viu, não grudou o cara na parede, porra nenhuma.

Tem que ser na madeira, numa porta. Parede não dá, Zequinha disse.

Os caras deitados no chão estavam de olhos fechados, nem se mexiam. Não se ouvia nada, a não ser os arrotos do Pereba.

Você aí, levante-se, disse Zequinha. O sacana tinha escolhido um cara magrinho, de cabelos compridos.

Por favor, o sujeito disse, bem baixinho. Fica de costas para a parede, disse Zequinha.
Carreguei os dois canos da doze. Atira você, o coice dela machucou o meu ombro. Apóia bem a culatra senão ela te quebra a clavícula.

Vê como esse vai grudar. Zequinha atirou. O cara voou, os pés saíram do chão, foi bonito, como se ele tivesse dado um salto para trás. Bateu com estrondo na porta e ficou ali grudado. Foi pouco tempo, mas o corpo do cara ficou preso pelo chumbo grosso na madeira.

Eu não disse? Zequinha esfregou ó ombro dolorido. Esse canhão é foda.

Não vais comer uma bacana destas?, perguntou Pereba.

Não estou a fim. Tenho nojo dessas mulheres. Tô cagando pra elas. Só como mulher que eu gosto.

E você... Inocêncio?

Acho que vou papar aquela moreninha.

A garota tentou atrapalhar, mas Zequinha deu uns murros nos cornos dela, ela sossegou e ficou quieta, de olhos abertos, olhando para o teto, enquanto era executada no sofá.

Vamos embora, eu disse. Enchemos toalhas e fronhas com comidas e objetos.

Muito obrigado pela cooperação de todos, eu disse. Ninguém respondeu.

Saímos. Entramos no Opala e voltamos para casa.

Disse para o Pereba, larga o rodante numa rua deserta de Botafogo, pega um táxi e volta. Eu e Zequinha saltamos.

Este edifício está mesmo fudido, disse Zequinha, enquanto subíamos, com o material, pelas escadas imundas e arrebentadas.

Fudido mas é Zona Sul, perto da praia. Tás querendo que eu vá morar em Vilópolis?

Chegamos lá em cima cansados. Botei as ferramentas no pacote, as jóias e o dinheiro na saca e levei para o apartamento da preta velha.

Dona Candinha, eu disse, mostrando a saca, é coisa quente.

Pode deixar, meus filhos. Os homens aqui não vêm.

Subimos. Coloquei as garrafas e as comidas em cima de uma toalha no chão. Zequinha quis beber e eu não deixei. Vamos esperar o Pereba.

Quando o Pereba chegou, eu enchi os copos e disse, que o próximo ano seja melhor. Feliz Ano Novo."


Texto extraído do livro "Feliz Ano Novo", Editora Artenova – Rio de Janeiro, 1975, pág.