terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os melhores que vi jogar!

Lista dos melhores jogadores que vi jogar, só um esclarecimento: coloquei o nome dos times que os jogadores abaixo marcaram passagem. Por Exemplo, não vou colocar o Roberto Carlos como do Timão, até porque ele nem jogou ainda.

Assim, não adianta a porcarada chorar, falando que o Gamarra jogou lá, nem falarem que esqueci de colocar o Milan pro Ronaldinho Gaúcho, ele não fez nada lá ainda.

Outra coisa, nunca vi um lateral direito decente, então escalei dois esquerdos, o Maldini certamente se sentiria bem nessa posição.

Os mais novos vão perguntar quem foi Peter Shimichael, George Hagi ou o Fernando Redondo... recomendo que procurem esses nomes no YouTube, vai dar pra ter uma noção de quem foram.

No banco desse time escalo Lothar Matthaus (campeão da Copa de 90 com a Alemanha), Histro Stoitchcov (4° colocado com a Bulgária na Copa de 94), Jurgen Klinsmann (campeão em 90 com a Alemanha)....

Depois vou postar a Seleção dos melhores corinthianos que vi jogar









Peter Schmeichael – Dinamarca/Manchester











Paolo Maldini Itália/Milan








Frank de Boer – Holanda/Ajax/Barcelona











Carlos Gamarra – Paraguai/Corinthians











Roberto Carlos-Brasil/Palmeiras/Inter/Real Madrid











Fernando Redondo Argentina/Real Madrid













George Hagi – Romênia/Barcelona











Zidane – França/Juventus/Real Madrid











Ronaldinho Gaucho – Brasil/Barcelona













Ronaldo – Brasil/Barcelona/Inter/Real Madrid/Corinthians












Romário – Brasil/PSV/Barcelona/Vasco/Flamengo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Discurso na Cerimônia de Posse da Gestão 2009/2010 da CELU

Neste momento estamos diante de uma grande tarefa, grato pela confiança que vocês depositaram em todos nós, ciente dos sacrifícios suportados pelos celuenses que por aqui passaram nesses 40 anos de história. Agradeço ao Deivid Leandro pelos serviços que prestou à Casa, assim como pela generosidade e a cooperação de todos os membros da gestão 2008/2009.

Outros 38 celuenses já sentiram a responsabilidade histórica que pela segunda vez terei. Presidentes que em cerimônias de posse do passado, já pronunciaram discursos durante marés ascendentes de prosperidade. Mas de vez em quando o discurso de posse é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a CELU seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam cargos, mas porque nós celuenses permanecemos fiéis aos ideais do nosso fundador, o Pr. Richar Wangen.

Assim foi. Assim deve ser para esta geração de celuenses.

Que temos muitos desafios é bem sabido. Nossas finanças estão frágeis, nossos auxiliares nos dão trabalho, talvez isso seja, uma conseqüência do individualismo e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar a CELU para uma nova era.

Esses são indicadores de crise. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso sistema, há um temor persistente de que o declínio da CELU é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas.

Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo, ou em até mesmo uma única gestão. Mas CELU, saiba disto: eles serão resolvidos.

Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.

Neste dia, viemos proclamar o fim dos conflitos mesquinhos e das picuinhas, das brigas internas e dos dogmas desgastados, que por tanto tempo estrangularam nossa Casa.

Chegou o tempo de por de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre idéia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade, que no nosso caso é dar condições a estudantes em risco social de estudar decentemente e concluir o curso superior, algo que poucos tem oportunidade neste país.

Ao reafirmar a grandeza de nossa Casa, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito, para os que preferem o lazer ao trabalho. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas, homens que em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à esta reunião de hoje.

Por nós, dedicaram seu suor, tempo e seus poucos bens, essas pessoas que vieram do interior do Paraná, de outros estados e em alguns casos atravessaram oceanos em busca de uma nova vida.

Incansavelmente, esses homens, se sacrificaram e trabalharam para que tivéssemos uma CELU melhor. Eles viam a CELU como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, curso ou faculdade.

Esta é a jornada que continuamos hoje. Me perdoem os representantes de nossas co-irmãs, ainda somos a melhor Casa de Estudantes do Brasil. Nossos auxiliares não são menos produtivos do que os do passado. Nossos diretores não são menos criativas do que no passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses individuais e de protelar decisões desagradáveis, esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho construir uma nova história para a CELU.

Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação das nossas finanças pede uma ação ousada, e vamos agir. Vamos atrás de melhorar a qualidade dos nossos serviços e reduzir seus custos. Tudo isso nós podemos fazer.

Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições, que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Esses não conhecem a rica história da CELU. Pois eles esqueceram o que este esta Casa já fez; o que homens podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.

O que os céticos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as picuinhas de quarto, que nos consumiram por tanto tempo não servem mais.

A pergunta que fazemos é se nosso sistema funciona -- se ele ajuda estudantes a se formarem, se nossa mensalidade é justa o suficiente, se o sistema de punições está correto. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, vamos mudar. E aqueles de nós que administram a Casa devem reformar os maus hábitos porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre todos os moradores.

Os que ideais ainda iluminam o mundo, não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para que as outras Casas que nos observam hoje saibam que a CELU é amiga de todas as casas, seja ela masculina, feminina ou mista. Saibam todos, que estamos prontos para liderar novamente.

Lembrem que as gerações passadas enfrentaram a ditadura militar e sua perseguição ao Movimento Estudantil.

Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as Casas. Como antigos amigos, devemos trabalhar incansavelmente para reduzir a ameaças de esfacelamento do nosso movimento.

Somos uma Casa de princípios de cristãos. Sabemos que nossa herança multicultural é uma força, e não uma fraqueza. Somos formados por todas as regiões do país e de outros continentes; desta forma só podemos acreditar que os obstáculos que enfrentaremos um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; e que a CELU deve exercer seu papel trazendo uma nova era de ouro às Casas de Estudantes.

Pois por mais que a Diretoria, o CD ou o CS possam fazer e devam fazer, afinal é com a fé e a determinação de todos os celuenses que contamos. É a bondade recepcionar bem os visitantes, o altruísmo das veias que, e com o forte trabalho na manutenção e restauração do patrimônio.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e amor à CELU-- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de toda a nossa comunidade, de que temos deveres para nós mesmos, nossa Casa, nossa cidade, estado e o país, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.

Esse é o preço e a promessa da cidadania.

Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. Há quase 40 anos no nascimento da CELU, o Pr. Richar Wangen se reuniu com um grupo de jovens e aqui solidificaram um ideal.

Durante a guerra da independência americana, quando as dificuldades eram grandes e o seu resultado incerto, George Washington pronunciou:

"Que seja dito ao mundo futuro ... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver ... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo".

CELU, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos celuenses do futuro que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o ideal que aqui representamos e o entregamos em segurança às futuras gerações.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sérgio Guerra chama o pecado pelo nome


O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), no encontro do PSDB em Natal, chamou o pecado pelo nome:

Disse que as obras que o governo Lula leva à vitrine são empreendimentos de garganta. Centrou fogo na região nordestina.

“Nordeste é uma série de promessas não cumpridas. A transposição do rio São Francisco está parada, duplicação da BR 101 não vai a lugar nenhum…”

“…A refinaria [de Pernambuco] era para custar R$ 8 bilhões, agora está em R$ 24 bilhões…”

“…Nada explica um desvio desse tamanho, senão a coleção de irregularidades que o TCU já detectou”.

Disse que, para tentar empinar a própria candidatura presidencial, a chefe da Casa Civil inaugura pedras fundamentais, não obras.

“A ministra Dilma não tem nada o que inaugurar. Até o próximo ano será só pedra fundamental, pedra fundamental. O Nordeste precisa muito mais do que recebe”.

Fonte: Blog do Josias

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Dilma chama Roraima de Rondônia


"Esse país está mudando, e Rondônia mudando mais rápido que nosso país", discursou Dilma Rousseff ontem para cerca de 15 mil pessoas em Boa Vista, capital de Roraima. Ao perceber um silêncio seguido de vaias, a ministra se deu conta da gafe . Dilma retomou com Lula as inaugurações/comícios feitos pelo Brasil com dinheiro público em que Lula inaugura desde a pedra fundamental da obra até o primeiro tijolo da mesma obra.

Fonte: Blog do Noblat

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A vitória dos pelegos. Por Lúcia Hippólito

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.

Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT. Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento de um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não “dançava conforme a música”. Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Júnior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloísa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados à Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flavio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT?

Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado.

Cavando benefícios para os seus.

Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.

É o triunfo da pelegada.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Um texto sobre a galera da Reitoria, Mafalda, Wonka e afins...

MEIO INTELECTUAL, MEIO DE ESQUERDA...

por Antonio Prata (www.blogdoantonioprata.blogspot.com):

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150 anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos, mas tudo bem). No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando resolver aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. “Ô Betão, traz mais uma pra gente”, eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte do Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do Brasil, por isso vamos a bares ruins, que tem mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne de sol, a gente bate uma ali mesmo.

Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na imprensa descolada de caderno cultural como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.

Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de carro mil novo e celular na mão. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a imprensa descolada de caderno cultural, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando música baiana muderrrrna. Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, não! Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de celular e a imprensa descolada de caderno cultural sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos. Pra desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões ideológicas, preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o sul maravilha e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo, saca?).

Ô Betão vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas (muito mais caras que uísque), quais que têm?

Fonte: Zé Beto

Decolagem autorizada!


Fonte: Zé Beto

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Rossoni continua na Presidência do PSDB paranaense e Affonso Camargo assume a Secretaria Geral


Terminou a reunião da direção nacional do PSDB com os tucanos da terra para decidir o futuro do partido no Paraná. Prevaleceu a tese do partido forte, coeso em suas bases, que terá candidato próprio ao governo e que vai montar um forte palanque para a disputa presidencial.

Valdir Rossoni continua na presidência. Luis Carlos Hauly deixa a secretaria geral para Affonso Camargo, mudança que este blog antecipou há dias. Agora, está aberto o caminho para a candidatura de Beto Richa ao governo em 2010. A seguir, leia a nota oficial do presidente nacional do PSDB

“Nota do PSDB

A executiva nacional do PSDB decidiu prorrogar o mandato dos atuais dirigentes do partido no Paraná, com a entrada do deputado federal Affonso Camargo para ocupar o cargo de secretário geral.
A decisão foi tomada por amplo entendimento entre as lideranças tucanas no Estado, envolvendo as bancadas de deputados federais e estaduais e, destacadamente, o senador Álvaro Dias e o prefeito Beto Richa.

Brasília, 19 de agosto de 2009.

Senador Sergio Guerra
Presidente Nacional do PSDB”

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan


Em plena crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa.

Lula enviou a mensagem ao Congresso na sexta, um dia após violento bate-boca, no plenário, entre Renan e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Renan nega ter influenciado a tramitação. O senador não figura como acionista da JR Radiodifusão, mas sim seu filho, José Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici (AL). O principal acionista, Carlos Ricardo Santa Ritta, é assessor de Calheiros no Senado. Outro acionista, Ildefonso Tito Uchoa, também foi seu assessor no Senado.


Fonte: Folha On line

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O que move o ser humano?

Na última semana tive a oportunidade de assistir o filme de Sergei Bodrov O Guerreiro Genghis Khan (Mongol), que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008. O filme é mais um daqueles de batalhas épicas, com destaque para os Khan´s vistos como estrategistas, principalmente no caso do protagonista Temüjin.

Em suma, o filme acompanhaa história de Temüjin, a partir de seu nascimento nas estepes em 1192. Filho do khan (líder) local, Temüjin precisa aprender cedo a sobreviver sozinho, depois que o pai é envenenado e traído pelos seus comandados. Formando aliados e fazendo inimigos, perdendo e ganhando batalhas, Temüjin se torna, 20 anos depois, um grande líder tribal.

Críticos interpretam o filme como uma mensagem ao mundo que o Uzbequistão foi (e é) muito mais do que o país de Borat. Alguns também observam a nostalgia russa da dissolução do império soviético. A despeito dos paralelismos políticos e históricos meu enfoque é outro.

Genghis Khan foi visto por muitos como um terrível aniquilador de adversários, um dos maiores genocidas da história do mundo. Bodrov, contudo, traça um retrato simpático do mito, e, o que mais me chamou a atenção é que a motivação demonstrada por Temüjin, que pode ser resumida uma cena: assim que resgatado de uma jaula pela esposa, Temüjin comenta que já tem os nomes dos próximos filhos em mente, então a companheira comenta que os mongóis não respeitam mais as tradições de guerra e que a insegurança tomou conta de todos. É aí que Temüjin se levanta a fim de rearticular seu grupo e ir para guerra contra o grupo dominante entre os mongóis.

Temüjin teria sido movido pelo ideal de unificação dos mongóis, tal unificação permitiria, finalmente, que ele tivesse paz com sua esposa. Quando Temüjin vai pra guerra, ele, como narrador-personagem, fala das leis que deseja implementar entre os mongóis.

Estou longe de ser um bom graduando em história. Meu conhecimento é ainda menor em antropologia, psicologia e quaisquer outras "ias" que vou dar um pitaco. Mas esse é meu blog, então publico a besteira que eu quiser aqui!

O que move o homem é o ideal. Quando falo aqui em ideal, podemos dizer não apenas coisas bonitas, como o ideal de uma sociedade justa e igualitária (bom seria se todos pensassem assim), falo também que, o que pode mover o ser humano é o ideal do seu próprio umbigo.

Certa vez eu li que ter um ideal é o mesmo que sonhar acordado. Tem gente que sonha em ter uma bela casa apartamento, tem gente que sonha ter um carro do ano, tem gente que sonha com posições, cargos (isso não é crime). De certa forma, somos todos idealistas. O grande xis da questão está na seguinte pergunta: canalizaremos nossos ideais para o bem comum ou para o nosso próprio umbigo?


Se quisermos morar em uma cidade mais segura, com boa educação, com menos poluição, enfim, um ambiente saudável para toda a coletividade, devemos canalizar nossos ideais para o bem comum, e certamente o nosso umbigo e o do próximo também estarão a salvo!

O ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy disse certa vez que "o homem pode morrer, nações podem subir e tombar, um ideal, porém, vive sempre, os ideais jamais morrem." Acho que ele não estava falando sobre ideais egocêntricos né?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A UNE fomos nós

Não gosto de copiar textos no meu Blog, mas, como ainda não escrevi nada sobre minha ida para o Congresso da UNE no último final de semana, vai um texto de um comunista aí. Apesar de algumas discordâncias ideológicas, no final das contas o cara mandou bem.

"O congresso da UNE na semana passada começou e acabou no mesmo dia. Após a palavra do primeiro orador, não havia mais o que discutir.

Logo na abertura, acompanhado de sua candidata à sucessão, o Presidente da República - que havia mandado o Estado pagar a conta do evento - deu o tom e a linha política, defendendo um programa de seu governo (PROUNI) que deveria ser objeto de um grande debate num congresso de estudantes, já que repassa verbas públicas para o ensino privado, os "tubarões do ensino", no antigo jargão da UNE.

Mas como criticar o programa, se o Ministério da Educação entrou com 600 mil reais, na "vaquinha" estatal para organizar o congresso, cuja prestação de contas, como a das famosas carteirinhas, ninguém verá. A UNE, que já foi uma escola de política, se transformou numa escola de políticos, no pior sentido da palavra.

O importante para os organizadores do "congresso", na verdade, foi o ato público de louvação a Lula e apoio à sua candidata em 2010. O resto é a matemática de contar os crachás de delegados levados pela máquina e eleger quem vai exercer a presidência da entidade, meio caminho andado para a Câmara dos Deputados.

Não faltou também uma passeata sobre o tema do petróleo. Não com o discurso combativo dos anos cinqüenta do século passado, em que a UNE foi um dos baluartes da campanha "O petróleo é nosso".

A manifestação chapa branca foi contra a CPI da Petrobrás e não pela reestatização da empresa, como lutam unitariamente as forças progressistas, em torno da atual campanha "O petróleo tem que ser nosso".

Também, pudera. A maioria da direção da UNE é do mesmo partido que dirige a ANP, a agência que opera a privatização e a entrega do nosso petróleo às multinacionais.

Mas a juventude brasileira não pode entregar os pontos. Não pode desistir de resgatar a independência e a tradição de luta da UNE, rendendo-se aos que a aparelham e envergonham a sua história.

Também não se trata de criar uma UNE paralela, um outro aparelho partidário, outra forma de se render à maioria eventual que hoje desvia a entidade de seus objetivos.

A juventude brasileira que ainda se rebela contra a injustiça e a iniqüidade precisa construir um amplo "Movimento pela Reconstrução da UNE" que, a partir das escolas e dos Centros Acadêmicos, tome nas mãos as rédeas do movimento estudantil e saia às ruas de todas as cidades brasileiras, voltando a gritar bem alto o mais histórico refrão da entidade:

"A UNE somos nós, nossa força, nossa voz!"

Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB


Fonte: Blog do Noblat

terça-feira, 14 de julho de 2009

Crise no Senado divide senadores governistas

Base aliada do governo está dividida. O surgimento de sucessivas denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), levou o senador Pedro Simon (RS) a defender a renúncia do colega do comando da Casa na sessão desta terça-feira (14).

"Chegamos ao limite do mínimo da responsabilidade que nós podemos ter. Eu digo com a maior tristeza, com a maior mágoa. Nessa altura, não adianta o presidente Sarney se licenciar. Ele tem que renunciar à presidência do Senado. Ele tem que fazer o que os seus antecessores fizeram. Ele deve renunciar à presidência", defendeu Simon.

As declarações de Simon foram realizadas durante pronunciamento em que o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), anunciava a apresentação de uma nova representação por quebra de decoro contra o presidente da Casa.

Favorável ao afastamento de Sarney, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi além e argumentou que a evolução das denúncias poderia levar a um processo de cassação contra Sarney.

"Primeiro foi pedido a licença, agora já se cogita a renúncia dele. Se continuar nessa tendência, logo irão pedir a cassação do presidente Sarney. Não será caso de renúncia, mas sim de cassação. Ele está caminhando para um processo parecido com o que ocorreu com o Renan", afirmou Cristovam fazendo referência ao episódio em que o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), então no comando da Casa, quase foi cassado pelos colegas.

O PT também vê a situação de Sarney muito complicada, já pediu o afastamento do coronel, contudo Lula vem segurando o ímpeto do Senado .

Fonte: G1

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Batman de Tim Burton (1989), um marco no cinema!


Eu, um grande fã do Batman não posso deixar de lembrar desse grande sucesso que foi o filme de Tim Burton lançado em 1989. Vai então um um pedaço de uma reportagem do G1:

Justificar"Escolher um cineminha de final de semana em junho de 1989 era tarefa fácil. "Querida, encolhi as crianças", "Sociedade dos poetas mortos", "Caça-fantasmas 2", "Karatê Kid III"... Mas, por mais saudades que tenham deixado, talvez nenhum destes clássicos do cinema pop tenha a força para rivalizar com "Batman", o primeiro da bem-sucedida franquia dos quadrinhos, lançado nos Estados Unidos em 23 de junho de 1989.

Com um orçamento de mais de US$ 30 milhões - considerado alto para a época -, "Batman" chegou às telas em plena comemoração dos 50 anos do herói da DC Comics. Dirigido por um Tim Burton recém-saído de "Os fantasmas se divertem" e ainda relativamente pouco conhecido, o longa-metragem foi o primeiro do homem-morcego desde o filme para a TV lançado em 1966.

De início, o anúncio foi recebido com desconfiança pelos fãs de quadrinhos, mas assim que o trailer chegou às salas de cinema não se falou mais em outra coisa no mundo pop. Estampado em camisetas, bonés, adesivos, lancheiras e outros itens, o famoso (e retrabalhado) logotipo de Batman se espalhou com velocidade pelos quatro cantos do planeta, num fenômeno que ficou conhecido como Batmania e rendeu US$ 750 milhões apenas em merchandising - número maior até que os US$ 413 milhões arrecadados nas bilheterias mundiais pelo filme."

Leia mais aqui


Fonte: G1

sábado, 4 de julho de 2009

Dica de site: Spoiler Movies

O Spoiler é um site bem completo com referências e críticas sobre os últimos grandes lançamentos do cinema, além de uma boa fonte de consulta da primiação do Oscar.

Pra quem gosta de um bom filme, vale a pena. E pra quem quer saber sobre as críticas de filmes recentes, ta aí a dica!


http://spoilermovies.com/

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Me interna!!!! És do Brasil o clube mais brasileiro!!!


Ahhhhhhhhhh....

Que loucura! Hoje fui na sede da Fiel em Curitiba, que loucura estou sem voz, amanhã vou trabalhar pro gestos!

Incontestável! Fomos melhores e ganhei duas apostas nessa brincadeira, uma vou cobrar amanhã na Casa da Coxinha, a outra deixa pro Congresso da UNE....

O Campeão voltou!



domingo, 28 de junho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

1 ano sem Ruth Cardoso


Homenagem feita por José Serra na missa de 7° dia, de D. Ruth em 1°/07/2008

Difícil falar das tantas coisas boas e justas que foram ditas a respeito da Ruth. O que se viu foi raro, muito raro entre nós. Elogios à discrição, à dignidade, à simplicidade, à coerência, ao rigor intelectual, ao ativismo solidário, conseqüente e inovador dessa amiga tão querida que nos deixou.

Ruth nos lembrou, a todos, as nossas melhores virtudes, que elas ainda existem. Nela, reunidas, de maneira exemplar. Ela morreu e, no entanto, vive na sua obra e nos afetos que cultivou. Vive na sua família.

Eu lembro que não conhecia a Ruth e, no começo dos anos 60, vi um livro do professor Fernando Henrique. No livro, a dedicatória dizia, não me lembro mais qual é, dizia, “A Ruth Correia Leite Cardoso, laços fundamentais”, que ela soube manter de maneira tão sólida e tão afetuosa ao longo destas décadas.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

O desespero das cassandras decadentes

Jovem, você conhece a história das eleições de 1989? Concorreram no 1° Turno: Collor, Lula, Maluf, Mário Covas, Leonel Brizola, entre outros. Você sabia que os tucanos e Brizola apoiaram Lula no 2° turno, contra Collor?

Pois é Collor venceu com uma “ajudinha” da Rede Globo (para quem não conhece a história, veja o documentário ‘Muito além do Cidadão Kane’, clicando aqui), Depois, deu no que deu, as poupanças dos nossos pais foram confiscadas, teve a Casa da Dinda, PC Farias...

Mais uma vez o Cidadão Kane brasileiro se alia às elites retrógadas. Se daquela vez a balança pendeu para o lado dos senhores de engenho do Alagoas, nos últimos dias a política paranaense sofreu um assalto, numa tentativa de desestabilizar a nova grande liderança das forças progressistas do Paraná: Beto Richa.

Vamos aos fatos. O PRTB está, até hoje, envolto de dúvidas acerca de suas convenções. O grupo de Mananssés Oliveira e Mestre Déa venceu a Convenção Municipal, que foi anulada pelo presidente estadual da sigla, Marino Teixeira. Teixeira acertou com Fábio Camargo o apoio do PRTB à sua candidatura para a prefeitura de Curitiba.

Mananssés e um grupo de mais de 20 candidatos desistiram de suas candidaturas e organizaram um comitê independente, de apoio a Beto Richa, chamado de Comitê Lealdade. Vale lembrar que este comitê não era da estrutura oficial da campanha de Beto Richa, que foi coordenado por Alexandre Gardolinski. Foi justamente Gardolinski e Rodrigo Oriente (o sombra do ‘Fantástico’) que armaram as gravações que foram parar nas mãos da Rede Kane.

Todos os que viram ou ouviram falar dos vídeos se perguntam: da onde veio o dinheiro? Como o vídeo foi parar nas mãos do Cidadão Globo?

Hoje alguma luz foi jogada sobre a escuridão. O sombra teria procurado o ex-coordenador financeiro da campanha de Beto Richa, Fernando Ginhone, que, numa ironia para o Sombra, foi gravado por Ginhone.

No vídeo de Ginhone, Oriente responde a nossa primeira pergunta: “O Feltrin havia prometido um apoio para o Alexandre. Por que o Feltrin não seria candidato e o Alexandre Gardolinski seria. Em função daquele problema com o PRTB, o Alexandre acabou deixando de ser candidato e o Feltrin, por outras razões, ele resolveu se candidatar. E o Alexandre acabou prometendo para o Feltrin o apoio do comitê (...) O apoio do pessoal dele (Gardolinski) foi para o Feltrin. Só que ele acabou pegando o dinheiro do Feltrin, pra fazer eventos (...) ele (Gardolinski) pegou o dinheiro do cara (Feltrin) (...) pegou dinheiro meu e pegava e comprava bens pessoais para ele.”

Respondendo à segunda pergunta: O vídeo foi, segundo Oriente, retirado de seus computadores após uma visitinha do pessoal do núcleo de repressão. O vídeo, em posse do governo do estado, não foi divulgado, pois, teria sido apreendido de forma irregular. Surge então a pressão de grupos com interesse em atingir Beto Richa de que Oriente levasse as gravações à Justiça Eleitoral. Assim o vídeo vai acabar nas mãos da Rede Globo.

Rodrigo Oriente é claro ao confirmar que sofreu pressões de diferentes grupos, com algumas coisas em comum:

· De certa forma, são opositores de Beto Richa

· Têm interesse de que Beto “saia do caminho” da sucessão estadual

Oriente declarou: “várias pessoas que estão interessadas que essa denúncia aconteça. Vejam, é uma denúncia com interesse... Uma denúncia fabricada.”

Beto Richa foi eleito mais de seis vezes o melhor prefeito do Brasil. Reeleito com mais de 77% dos votos em 2008, é um fenômeno político em todo o Brasil. Nunca disse que era candidato ao Palácio do Iguaçu, contudo o pulsar das ruas pede sua candidatura. A última pesquisa apontou 47 % de intenções de voto, sem que Beto Richa tenha se declarado candidato. Enquanto os seus adversários a cada entrevista que conseguem dar fazem questão de reafirmar suas pré-candidaturas.

O Cidadão Kane quer mais uma vez influenciar o futuro da história política, desta vez no Paraná. É hora de repensarmos a grande mídia. Uma mídia que não cumpre com sua função de informar; pelo contrário, serve aos interesses escusos das cassandras decadentes da política paranaense.

As velhas elites paranaenses estão com medo. Medo de perder o cargo de comissão. Medo da morte política. Medo de cair no esquecimento.

Todos sabemos que o jeito de fazer política do Beto é agregador, é uma política voltada para as pessoas e não para as elites carcomidas, que tem cadeira do Paraná no Senado, que desde a redemocratização governam (ou governaram) o Paraná por mais de 20 anos, que desde o Império estão governando o estado.

Uma tempestade num copo de água foi levantada. Tenho certeza de que o Beto Richa mostrará aos que o caluniam que isso não passa de uma armação a fim de manchar sua imagem. Vamos ter consciência e responsabilidade para apurar a verdade e punir os (i)responsáveis que quebraram a lei, entretanto, não vamos nos calar ante os abusos do ‘4° poder’, que se aliou ao poderio financeiro das velhas elites paranaenses na tentativa de confundir a opinião pública.



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Feliz aniversário Chico! - 65 anos


João e Maria
(uma lembrança da minha infância com Chico Buarque)


Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país

Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido

Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Quem te viu, quem te vê...



Fonte: Zé Beto

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Internet na campanha de 2010


Os líderes dos partidos com representação na Câmara costuram um acordo para incluir a internet no projeto de reformulação da lei eleitoral.

O texto deve ser fechado no início da semana que vem. No que diz respeito à rede, deve prever o seguinte:

1. Candidatos e partidos poderão recolher fundos de campanha por meio da internet. Valerá só para doações de pessoas físicas;

2. Além da propaganda no rádio e na TV, será permitida a publicidade eleitoral em sítios mantidos por candidatos e partidos políticos na web;

3. Será vetada a veiculação na rede de propaganda paga.

Deve-se permitir, porém, que anúncios políticos veiculados em jornais e revistas sejam reproduzidos nas páginas eletrônicas dos veículos de comunicação;

4. A nova lei deve autorizar o envio de mensagens eletrônicas aos eleitores;

5. Provedores de intermet serão proibidor de vender ou ceder dados cadastrais de seus assinantes a partidos e candidatos.


Dados estatísticos e estudos mostram que o número de celulares no Brasil ultrapassa 150 milhões de unidades e que a Internet prospera em quase todos os sentidos: hoje os usuários somam 65 milhões de brasileiros, a televisão será ultrapassada em 2010, como a publicidade na Internet já ultrapassou as TVs por assinatura. Dick Morris, consultor em marketing político, que ajudou a eleger Bill Clinton presidente dos Estados Unidos em 1992, disse que a Internet substituirá a televisão como força dominante na política.


A utilização crescente dos computadores, inclusive nas regiões mais carentes do Brasil, logo favorecerá a interpretação positiva de que é o meio mais democrático, porque nunca houve uma forma tão rápida, expansiva e com capacidade de conectar tantas pessoas de todo o mundo para uma militância virtual e mais engajada.


Fontes: Blog do Josias e Blog do Raul

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Campanha Doe Calor: uma Curitiba solidária!

Desde o lançamento, em 15 de abril, a Campanha Doe Calor atendeu 53.560 pessoas e 142 instituições sociais nas áreas de abrangência das nove Administrações Regionais. Ao todo foram entregues 24.300 cobertores e mais de 156 mil peças de roupas, entre blusas, agasalhos, roupas masculinas, femininas, infantis e pares de calçados e luvas. A arrecadação está sendo feita em 856 postos de coleta, instalados em lojas, supermercados, farmácias, bancos, escolas e nas Ruas da Cidadania, entre outros parceiros.

Fernanda Richa e o prefeito Beto Richa entregarão hoje 6.000 cobertores para 3.000 famílias de comunidades da Regional CIC. Será até o momento o maior evento para entrega de doações da Campanha. No evento também serão beneficiadas mais 34 instituições sociais da região da CIC. A entrega será feita, a partir das 14h30, no Parque Túlio Vargas, na Rua Roberto Redzinski, esquina com a Rua João Dembinski.


Fonte: Prefeitura de Curitiba

Não tem como não comentar. . .



Quase enfartei, mas o Coringão fez sua parte no Pacaembú. Cabia mais um, agora vamos pro Beira Rio pra levantar a taça que nos foi roubada em 1976!

Vamos com raça e com o coração!

obs.: Não vou zuar o Palmeiras pela eliminação na Libertadoes... Estou tão triste [irônico]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mudanças no blog


Como é possível ver, foram feitas algumas (muitas) alterações no meu blog...

Além do visual, que ficou mais... sei lá, o endereço também mudou: edsonlaufilho.blogspot.com,. Também pretendo comparecer mais por aqui, com os variados temas de sempre: futebol, política, futebol, política e agora também falaremos sobre: Futebol é política! Quem sabe eu escreva algo diferente de vez enquando né.

Ainda não terminei de arrumar tudo o que eu queria, mas espero que o Blog fique mais funcional e receba mais visitas.

Bom, é isso aí!

Timão na final da Copa do Brasil, o retorno!


Há um ano eu fiz este post vou atualizá-lo:

Deu a lógica, o Timão passou pelo Vasco, time que jogou como nunca e perdeu como sempre!

Agora só falta o Inter, vai ser difícil ganhar lá, mas com a força da Fiel e a Raça Corinthiana de sempre vamos pra cima e estamos rumo ao Japão em 2010..!

Exagero? NÃO, sou Timão e ser corinthiano é estar acima de toda e qualquer racionalidade!

No final de semana vamos vencer os Bambis pra continuarmos na briga do Brasileirão, falando em Brasileirão, tenho uma aposta aí: apostei que o Coxa vai ficar na frente do Atlético no Brasileirão desse ano, mas a disputa ali tá mesmo pela lanterna!

Outra coisa, o Braga esse ano vai brigar pra não cair pra terceirona, tá meio feio o time, boa parte da base do Paulistão foi desmontada, mas ainda assim acredito! Creio que temos três paulistas rumando à Série A: Lusa, Ponte e (pasmém) Guarani, a outra vaga fica aberta, acho que o Vasco não sobre hein.... huahauhha

Isso aí povo!

Saudações!

Crise no Senado: entenda um pouco mais


O mais recente escândalo a abalar o Legislativo e a minar a confiança dos cidadãos nas instituições chega na forma de cerca de 500 documentos sigilosos, encontrados por uma auditoria interna do Senado.

Tais documentos sigilosos dizem respeito a nomeações, exonerações, pagamentos de horas extras, pagamentos de planos de saúde odontológicos e clínicos para familiares de ex-parlamentares, entre outras aberrações inadmissíveis num estado democrático de direito.
Esta patologia aponta para duas doenças distintas, mas que se intercomunicam.

Primeiro, para a privatização dos espaços públicos. Tomemos o caso do senador José Sarney, presidente do Senado, por exemplo. O nobre parlamentar não reparou que mensalmente eram depositados em sua conta bancária R$ 3.800,00 de auxílio-moradia – embora o senador resida em uma bela casa em Brasília e tenha à sua disposição a residência oficial da Presidência do Senado.

O nobre senador também não sabia que sua especialista em campanhas, Elga Mara Teixeira Lopes, era, nas horas vagas, diretora do Senado Federal. Confrontado com os fatos, exonerou a especialista e a contratou como assessora pessoal.

Ainda, requisitou seguranças do Senado para fazer segurança privada em suas propriedades em São Luís. Embora o nobre parlamentar tenha sido eleito... pelo Amapá.

Fonte: Lúcia Hippólito

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Discurso de Posse de Barack Obama

Meus caros concidadãos

Estou aqui hoje humildemente diante da tarefa que temos pela frente, grato pela confiança que vocês depositaram em mim, ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos serviços que prestou à nação, assim como pela generosidade e a cooperação que ele demonstrou durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras foram pronunciadas durante marés ascendentes de prosperidade e nas águas plácidas da paz. Mas de vez em quando o juramento é feito entre nuvens carregadas e tempestades violentas. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas por causa da visão ou da habilidade dos que ocupavam os altos cargos, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antepassados e leais aos nossos documentos fundamentais.

Assim foi. Assim deve ser para esta geração de americanos.

Que estamos em meio a uma crise hoje é bem sabido. Nossa nação está em guerra, contra uma ampla rede de violência e ódio. Nossa economia está gravemente enfraquecida, uma consequência da cobiça e da irresponsabilidade de alguns, mas também de nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos, cortados; empresas, fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham para muitos; e cada dia traz novas evidências de que os modos como usamos a energia reforçam nossos adversários e ameaçam nosso planeta.

Esses são indicadores de crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o desgaste da confiança em todo o nosso país -- um temor persistente de que o declínio da América é inevitável, e que a próxima geração deve reduzir suas perspectivas.

Hoje eu lhes digo que os desafios que enfrentamos são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão resolvidos facilmente ou em um curto período de tempo. Mas saiba disto, América -- eles serão resolvidos.

Neste dia, estamos reunidos porque escolhemos a esperança acima do medo, a unidade de objetivos acima do conflito e da discórdia.

Neste dia, viemos proclamar o fim dos sentimentos mesquinhos e das falsas promessas, das recriminações e dos dogmas desgastados que por tanto tempo estrangularam nossa política.

Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da escritura, chegou o tempo de pôr de lado as coisas infantis. Chegou o tempo de reafirmar nosso espírito resistente; de escolher nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, transmitida de geração em geração: a promessa dada por Deus de que todos são iguais, todos são livres e todos merecem a oportunidade de perseguir sua plena medida de felicidade.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é um fato consumado. Deve ser merecida. Nossa jornada nunca foi de tomar atalhos ou de nos conformar com menos. Não foi um caminho para os fracos de espírito -- para os que preferem o lazer ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Foram, sobretudo, os que assumem riscos, os que fazem coisas -- alguns célebres, mas com maior frequência homens e mulheres obscuros em seu labor, que nos levaram pelo longo e acidentado caminho rumo à prosperidade e à liberdade.

Por nós, eles empacotaram seus poucos bens terrenos e viajaram através de oceanos em busca de uma nova vida.

Por nós, eles suaram nas oficinas e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas cortantes e lavraram a terra dura.

Por nós, eles lutaram e morreram, em lugares como Concord e Gettysburg, na Normandia e em Khe Sahn.

Incansavelmente, esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até ralar as mãos para que pudéssemos ter uma vida melhor. Eles viam a América como algo maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascimento, riqueza ou facção.

Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e poderosa da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos criativas, nossos produtos e serviços não menos necessários do que foram na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade continua grande. Mas nosso tempo de repudiar mudanças, de proteger interesses limitados e de protelar decisões desagradáveis -- esse tempo certamente já passou. A partir de hoje, devemos nos reerguer, sacudir a poeira e começar novamente o trabalho de refazer a América.

Para todo lugar aonde olharmos há trabalho a ser feito. A situação da economia pede ação ousada e rápida, e vamos agir -- não apenas para criar novos empregos, mas depositar novas bases para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, as redes elétricas e linhas digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Vamos restabelecer a ciência a seu devido lugar e utilizar as maravilhas da tecnologia para melhorar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seus custos. Vamos domar o sol, os ventos e o solo para movimentar nossos carros e fábricas. E vamos transformar nossas escolas, colégios e universidades para suprir as demandas de uma nova era. Tudo isso nós podemos fazer. E tudo isso faremos.

Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições -- que sugerem que nosso sistema não pode tolerar um excesso de grandes planos. Suas memórias são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem conseguir quando a imaginação se une ao objetivo comum, e a necessidade à coragem.

O que os cínicos não entendem é que o chão se moveu sob eles -- que as discussões políticas mofadas que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A pergunta que fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona -- se ele ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, tratamentos que possam pagar, uma aposentadoria digna. Quando a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Quando a resposta for não, os programas terminarão. E aqueles de nós que administram os dólares públicos terão de prestar contas -- gastar sabiamente, reformar os maus hábitos e fazer nossos negócios à luz do dia -- porque somente então poderemos restaurar a confiança vital entre uma população e seu governo.

Tampouco enfrentamos a questão de se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder de gerar riqueza e expandir a liberdade é inigualável, mas esta crise nos lembrou de que sem um olhar vigilante o mercado pode sair do controle -- e que uma nação não pode prosperar por muito tempo quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; de nossa capacidade de estender oportunidades a todos os corações dispostos -- não por caridade, mas porque é o caminho mais certeiro para o nosso bem comum.

Quanto a nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a opção entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal podemos imaginar, redigiram uma carta para garantir o regime da lei e os direitos do homem, uma carta expandida pelo sangue de gerações. Aqueles ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da conveniência. E assim, para todos os outros povos e governos que nos observam hoje, das maiores capitais à pequena aldeia onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e de todo homem, mulher e criança que busque um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar novamente.

Lembrem que as gerações passadas enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com sólidas alianças e convicções duradouras. Elas compreenderam que somente nossa força não é capaz de nos proteger, nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Pelo contrário, elas sabiam que nosso poder aumenta através de seu uso prudente; nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força de nosso exemplo, das qualidades moderadoras da humildade e da contenção.

Somos os mantenedores desse legado. Conduzidos por esses princípios mais uma vez, podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior -- maior cooperação e compreensão entre as nações. Vamos começar de maneira responsável a deixar o Iraque para sua população, e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com antigos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e reverter o espectro do aquecimento do planeta. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem vacilaremos em sua defesa, e aos que buscam impor seus objetivos provocando o terror e assassinando inocentes dizemos hoje que nosso espírito está mais forte e não pode ser dobrado; vocês não podem nos superar, e nós os derrotaremos.

Pois sabemos que nossa herança de colcha de retalhos é uma força, e não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus -- e de descrentes. Somos formados por todas as línguas e culturas, saídos de todos os cantos desta Terra; e como provamos o sabor amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos daquele capítulo escuro mais fortes e mais unidos, só podemos acreditar que os antigos ódios um dia passarão; que as linhas divisórias logo se dissolverão; que, conforme o mundo se tornar menor, nossa humanidade comum se revelará; e que a América deve exercer seu papel trazendo uma nova era de paz.

Ao mundo muçulmano, buscamos um novo caminho à frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Para os líderes de todo o mundo que buscam semear conflito, ou culpam o Ocidente pelos males de sua sociedade -- saibam que seu povo os julgará pelo que vocês podem construir, e não pelo que vocês destroem. Para os que se agarram ao poder através da corrupção e da fraude e do silenciamento dos dissidentes, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas que lhes estenderemos a mão se quiserem abrir seu punho cerrado.

Aos povos das nações pobres, prometemos trabalhar ao seu lado para fazer suas fazendas florescer e deixar fluir águas limpas; alimentar corpos famintos e nutrir mentes famintas. E para as nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais suportar a indiferença pelos que sofrem fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.

Ao considerar o caminho que se desdobra a nossa frente, lembramos com humilde gratidão daqueles bravos americanos que, nesta mesma hora, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não só porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir; a disposição para encontrar significado em algo maior que eles mesmos. No entanto, neste momento -- um momento que definirá uma geração -- é exatamente esse espírito que deve habitar em todos nós.

Pois por mais que o governo possa fazer e deva fazer, afinal é com a fé e a determinação do povo americano que a nação conta. É a bondade de hospedar um estranho quando os diques se rompem, o altruísmo de trabalhadores que preferem reduzir seus horários a ver um amigo perder o emprego, que nos fazem atravessar as horas mais sombrias. É a coragem do bombeiro para subir uma escada cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai a alimentar seu filho, o que finalmente decide nosso destino.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que depende nosso sucesso -- trabalho duro e honestidade, coragem e justiça, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo -- essas são coisas antigas. São coisas verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso durante toda a nossa história. O que é exigido de nós hoje é uma nova era de responsabilidade -- um reconhecimento, por parte de todos os americanos, de que temos deveres para nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos resmungando, mas sim agarramos alegremente, firmes no conhecimento de que não há nada tão satisfatório para o espírito, tão definidor de nosso caráter, do que dar tudo o que podemos em uma tarefa difícil.

Esse é o preço e a promessa da cidadania.

Essa é a fonte de nossa confiança -- o conhecimento de que Deus nos chama para moldar um destino incerto.

Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo -- a razão por que homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em comemoração neste magnífico espaço, e por que um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, talvez não fosse atendido em um restaurante local hoje pode se colocar diante de vocês para fazer o juramento mais sagrado.

Por isso vamos marcar este dia com lembranças, de quem somos e do longo caminho que percorremos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno bando de patriotas se amontoava junto a débeis fogueiras nas margens de um rio gelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução era mais duvidoso, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas para o povo:

"Que seja dito ao mundo futuro ... que na profundidade do inverno, quando nada exceto esperança e virtude poderiam sobreviver ... que a cidade e o país, alarmados diante de um perigo comum, avançaram para enfrentá-lo".

A América, diante de nossos perigos comuns, neste inverno de nossa dificuldade, vamos nos lembrar dessas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes geladas, e suportar o que vier. Que seja dito pelos filhos de nossos filhos que quando fomos testados nos recusamos a deixar esta jornada terminar, não viramos as costas nem vacilamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às futuras gerações.