segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Porque irei à reunião do PSDB (e sou Beto Richa)

"As Convenções e os Diretórios reunir-se-ão ordinariamente por convocação da Comissão Executiva ou de seu Presidente, nos prazos e para os fins previstos neste estatuto e em Lei Eleitoral e, em caráter extraodinário, por convocação de um terço dos membros da Comissão Executiva ou do Diretório, ou por um terço dos membros das respectivas bancadas do Partido." (Art. 19 do Estatuto do PSDB)

RAZÕES LEGAIS
Conforme consta, a Convocação feita pelo Presidente do PSDB do Paraná (Dep. Valdir Rossoni) é sobre uma reunião do Diretório Estadual do PSDB. Desta forma, a legalidade da reunião é inquestionável, visto que está de acordo com o Estatuto do PSDB. Quem desejar ler a convocatória da reunião, observará que não há nada de escrito nela sobre "pré-convenção".
Foram levantados questionamento sobre as condições de elegibilidade do atual Diretório. Mas não sei o que houve de errado. Estive na última Convenção e vi praticamente todos os nossos líderes: Valdir Rossoni, Gustavo Fruet, Affonso Camargo, Álvaro Dias, entre outros. (Beto Richa não esteve, mas gravou uma menssagem aos Tucanos de todo o estado.) Algo era comum nos discursos que lá ouvi: a união do PSDB do Paraná e a importância da Convenção.
Sobre a manutenção do Diretório Estadual, quando foi prorrogado o mandato e trocou-se o Secretário-Geral, nada errado. Quem referendou foi o próprio Diretório nacional. Não houve reclamação antes, por que agora questionam a validade da eleição e da prorrogação do Diretório Estadual?
A convocatória também faz um convite à todos os filiados, "vereadores, delegados do partido, Presidente de Diretórios e seus membros, PSDB Mulher e PSDB Jovem." Acho que inventaram desculpa para se ausentarem da reunião. . .
Se necessário for, chegar às Convenções e disputar no voto dos convencionais a indicação do candidato Tucano ao Governo do Paraná, vamos então. Mas porque tomarmos essa decisão desde já?

RAZÕES POLÍTICAS
Quem faz política sabe: não dá pra almejar qualquer coisa sem que haja um grupo político convergente. Não se faz política (boa), com truculência, briga, imposição, divisão e, principalmente, sem a aceitação das instâncias democráticas do partido.
Sou um social-democrata convicto, creio que a reforma política, com a instituição do voto distrital e do parlamentarismo, baseada no fortalecimento dos partidos, serão o princípio da transformação da política brasileira, para melhor, quando acabaremos com essa política personalista que há hoje.
Inúmeras são as motivações políticas, a principal: o surgimento de um projeto novo Paraná, sem as velhas Cassandras Decadentes, que a anos assombram a política de nosso estado.
Beto Richa tem construído uma carreira que respeita todos os preceitos que citei: tem um grupo, convergente fortaleceu o PSDB em todo o Paraná, tem feito uma gestão exemplar à frente de Curitiba. Esse é o surgimento do Novo Paraná.

AS CONSEQUÊNCIAS
a) as alianças, antes temerosas com a indecisão do PSDB, poderão ser fechadas com a segurança de que o PSDB saiu do muro.
b) o PSB, partido de Ciro Gomes, no Paraná estará com o PSDB, visto que o Luciano Ducci tem toda a liberdade do Diretório Nacional de seu partido, assim, teremos mais tempo de TV no horário político.
c) o PT está a procura de um palanque de Dilma no Paraná há muito tempo. Vai utilizar a base do Osmar. Quem perde: Osmar, como ele ligará seu nome, próximo ao agronegócio, com o do PT, próximo ao MST?
d) 84% da população curitibana é a favor de que Beto seja candidato ao governo, assim a base dos mais de 700 mil votos que fizemos em 2008 é um forte indicativo de que o PSDB tem uma candidatura fortíssima.
e) o fortalecimento do PSDB, que desde 2002 não tem candidato ao Governo. Certamente nossa bancada na ALEP e na Câmara Federal crescerá!
f) já iniciaremos com um grande arco de alianças com, DEM, PPS e PSB, grandes partidos e com uma excelente inserção em todo o Paraná.

CONCLUSÃO
Me posiciono sim. A favor de um novo projeto para o Paraná e para o Brasil, a favor do fortalecimento do PSDB e, Beto Richa é quem reúne as melhores condições de fazer um grande arco de alianças a favor deste projeto.
Assumo a responsabilidade de estar a favor de um Paraná sem as velhas Cassandras que fizeram muito mal ao Paraná.
Não tenho o peso político de um Prefeito, um Senador, ou de até mesmo um vereador, mas sou um jovem que ainda acredida na política, como fator de transformação da sociedade que vivemos, faço um apelo aos jovens que ainda tem esse fio de esperança: ocupemos os espaços de luta política, vamos radicalizar a democracia e lutar por um mundo melhor.

Pelo novo Paraná: Sou Beto.

Edson Luiz Lau Filho
Secretário-Geral da Juventude do PSDB de Curitiba
Coordenador da Comissão-Provisória da Juventude do PSDB do Paraná

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sai de baixo!

Quem em nossos anos de infância ou adolescência nunca assistiu um episódio do antigo seriado da Rede Globo "Sai de Baixo", que atire a primeira pedra.
Tom Cavalcanti e Miguel Falabella em excelente forma fizeram a alegria dos domingos à noite de 1996 à 2002. A alma da família era a personagem interpretada por Aracy Balabanian: Cassandra.
As características de Cassandra? Segundo o site Memória Globo Cassandra era: "uma socialite decadente, que não conseguia aceitar que seus dias de prosperidade terminaram com a morte do marido, um oficial de alta patente da aeronáutica. Vivendo de aparências, seu passatempo predileto era roubar o cartão de crédito do irmão para fazer compras. Cassandra gastava sempre muito mais do que podia e encarava qualquer humilhação para continuar a freqüentar o mundo da alta sociedade. Nas raras vezes em que Vavá reunia forças para expulsar de casa a irmã, ela apelava para a chantagem emocional e conseguia ser perdoada."
A despeito do humor e das críticas, Cassandra é recorrente em muitas áreas de nossa vida, como no futebol e até mesmo na política...

Pra bom entendedor. . .

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Que esquerda é essa?


Como retrato da esquerda, o Fórum Social Mundial nos oferece uma imagem melancólica. De um lado, o evento, encerrado ontem, se presta a ser um palco de aclamação do lulismo; de outro, reitera sem mais dogmas anticapitalistas, fazendo tabula rasa do legado ruinoso dos experimentos coletivistas do século 20.

Em sua 10ª edição, o fórum agrega uma esquerda que transita entre o novo pragmatismo e a utopia de antigamente, sem que se detenha na crítica de nenhum dos polos. Adesista e fundamentalista ao mesmo tempo, essa esquerda age como quem quer usufruir todos os benefícios possíveis deste mundo (lulista), sem prejuízo de manter intacto o clichê do "outro mundo possível".

Entre o radicalismo vazio e o apego ao poder, haveria uma trilha menos cômoda. Algo como o compromisso com a redução das desigualdades, com o combate à corrupção em todas as suas formas e a defesa da democracia e do pluralismo -tudo combinado numa perspectiva reformista, que se paute pelo realismo sem abrir mão de princípios.

Não é isso, como se sabe, o que seduz os funcionários da utopia. Mas que esquerda é essa que vira as costas aos estudantes venezuelanos e não se manifesta contra a escalada autoritária de Chávez? Que esquerda é essa, para quem o mensalão não existiu ou acha que "a vida é assim mesmo"? Que esquerda é essa, capaz de defender a barba de Fidel Castro e o bigode de José Sarney?

Não há dúvida de que existe uma maioria bem intencionada entre os participantes do fórum. Mas o evento se tornou coisa de profissionais. Com raríssimas exceções, os intelectuais que contam não perdem mais tempo por lá. Restou um lúmpen "pensante" que fez do fórum o seu negócio. Gente, aliás, que cansou de esperar Godot e hoje enche as burras à custa do lulismo. São parasitas do Estado que adoram ressuscitar o fantasma neoliberal diante de plateias embasbacadas para manter viva a sua boquinha. Será possível ainda ser de esquerda sem parecer idiota ou espertalhão?

Fonte: http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2010/02/que-esquerda-e-essa.html