sexta-feira, 30 de setembro de 2011

por PVC: O país do contra-ataque

O Brasil do segundo tempo contra a Argentina tem vários elogios a receber. Para Cortês, de excelente atuação e participação nos dois gols da vitória. Para Danilo, do passe perfeito para Lucas, o melhor do jogo enquanto esteve em campo, fazer 1 x 0. Para Neymar, também.

O Brasil do primeiro tempo merece o elogio de ter marcado no campo de ataque, característica que Mano Menezes tenta imprimir ao time. Mas contra a Argentina fechada, o jogo à base de posse de bola, pouco espaço, a Seleção não cria.

Teve chance concreta aos 6 minutos, quando Lucas arriscou o drible sobre Papa e chutou cruzado. E aos 28 minutos, quando Lucas, outra vez, passou por quatro argentinos, em velocidade, rolou para Borges e Neymar quase fez 1 x 0.

A reflexão sobre o crescimento da Seleção quando pode contra-atacar remete ao pensamento dos espanhois no início da gestão de Luis Aragonés, em 2004. Naquela época, havia os que desejavam ver a Espanha jogando na imposição física e velocidade. Em vez disso, decidiu-se apostar no tiki-taka, ou seja, na posse de bola.

Mano Menezes monta seu time á base da posse de bola, até porque é necessário jogar assim contra vários adversários. Contra o Brasil, ainda, os rivais se fecham e obrigam a achar espaço. Viciado em contra-ataque, a Seleção acha mais vezes esse espaço quando pode arrancar em velocidade, da defesa até o gol.

Talvez por isso, o time da posse de bola de Mano Menezes tenha feito 21 gols em 16 partidas, média baixa de 1,31. Desses 21 gols, 12 de posse de bola, 3 de bola parada, 4 de contra-ataque.

Fonte: Blog do PVC

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