quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sálvio Spínola confirma a aposentadoria

No desastroso dia do empate entre Corinthians e Tolima no Pacaembú, conheci, através de um amigo em comum, um dos homens mais sérios que já conversei, o árbitro Sálvio Spínola.
Sua sobriedade, clareza de idéias e, principalmente, seu senso de retidão me surpreenderam, positivamente, até porque, como dizia o saudoso Mário Covas: "No Brasil, quem tem ética parece anormal". Nas poucas horas que tive de contato, pude comprovar que o esporte e a política brasileira, áreas que estou inserido, precisam de mais homens desta envergadura.
Como qualquer ser humano está sujeito a erros, desta forma, não concordei com algumas de suas interpretações, no apito, como na final da Copa do Brasil desse ano, mas nunca questionei sua vontade em acertar bem como seu caráter.
Sálvio, hoje ao confirmar a sua aposentadoria dos campos, após ser afastado do quadro de arbitragem da Fifa, explicou: 
- São questões (o afastamento) que não envolvem a mim, envolve quem decide sobre o quadro internacional, como a Comissão de Arbitragem e a CBF. O importante para mim é ter a minha consciência tranquila de serviço bem prestado e dedicação à arbitragem. 
Para quem conhece o meio do futebol profissional e, principalmente o jeito CBF de fazer as coisas, está mais do que claro, o que ele quis dizer do alto de sua fineza. 
Fica aqui minha singela homenagem a quem em 21 anos de carreira como árbitro profissional, apitou 895 partidas, entre elas 43 jogos entre seleções. Esse ano teve a honraria de apitar final da Copa do Brasil, entre Vasco e Coritiba, e a decisão da Copa América, entre Uruguai e Paraguai. Com 43 anos, Sálvio poderia continuar na ativa até 2013, quando alcança 45 anos, idade limite para um árbitro. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pensar é preciso

Só os fanáticos não têm dúvidas. Esta frase, se não é de Nelson Rodrigues, poderia ser. E, na política, só os covardes, acrescento, não têm convicções. Mas, entre a dúvida e a convicção, entre a tibieza e o sectarismo, descortina-se um amplo espaço para que floresçam a reflexão, a busca do conhecimento e o exercício da inventividade.
Relembro esse filósofo do cotidiano que foi Nelson Rodrigues, cético de carteirinha, não para me resignar ao imobilismo crônico que parece caracterizar a atual governança do país, mas, pelo contrário, para reagir à miudeza de um varejo político aprisionado na acomodação e voltado para o imediatismo. Ao grau zero de criatividade do continuísmo, cabe à oposição contrapor a responsabilidade cívica de pensar, ousar, debater, divergir e convergir.
Realizamos, há uma semana, no Rio, o seminário "A Nova Agenda: Desafios e Oportunidades", promovido pelo Instituto Teotônio Vilela, sob a coordenação dos economistas Elena Landau e Edmar Bacha.
O ITV é uma entidade partidária ligada ao PSDB. O seminário não o era. Quem teve a oportunidade de assisti-lo, de percorrer o repertório de propostas e ideias apresentadas por Pérsio Arida, Gustavo Franco, Armínio Fraga e Simon Schwartzman, entre muitos outros, compreendeu claramente que o ali proposto extrapola uma mera agenda de alternativa de poder.
Foi encerrado com brilhantismo por um Fernando Henrique renovado e provocativo, que não nos deixou esquecer que a oposição precisa vocalizar -"Ou fala ou morre", sentenciou com razão.
Afinal, há nove anos o Brasil é coadjuvante do seu próprio crescimento. Surfamos na onda da prosperidade mundial enquanto deu. Agora aguardamos, em perplexidade entorpecida, que a tormenta internacional se dissipe.
Ao governo, absorvido pelo cotidiano gerenciamento da governabilidade, falta o combustível da energia política capaz de conduzir as reformas estruturais -na economia, na administração pública, na educação, na infraestrutura-que fariam o Brasil mudar de patamar como nação.
Ouvimos formulações de alto alcance estratégico e outras de simplicidade desconcertante. Por exemplo, de como modernizar toda a malha ferroviária em operação no país com o dinheiro que está reservado para o inacreditável trem-bala; de como aumentar a remuneração da caderneta de poupança e do FGTS, impactando positivamente a poupança interna do país.
Refletiu-se sobre novos caminhos para superação da baixa qualidade da educação e saúde oferecidas nas redes públicas. Muitas ideias surgiram. Outras certamente virão. Que elas possam inspirar o novo e necessário debate que o Brasil e os brasileiros merecem.

Aécio Neves foi Deputado Federal, Governador de Minas Gerais e hoje é Senador pelo PSDB-MG

Texto extraído da Folha de São Paulo

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Durma em paz Smokin´ Joe Frazier

Um dos maiores boxeadores de todos os tempo Joe "Smokin" Frazier, ex-pugilista que conseguiu a façanha de derrubar a invencibilidade do lendário Muhammad Ali, não pôde vencer sua luta mais decisiva e morreu na segunda-feira (7) aos 67 anos em consequência de um câncer no fígado. O ex-campeão mundial dos pesos pesados e membro do Salão da Fama do Boxe, morreu na Filadélfia.

Frazier abandonou o boxe após a derrota em Manila, com um cartel de 32 vitórias (sendo 27 por nocaute), 4 derrotas e um empate. Ele se aposentou depois de perder para George Foreman em 1976, e retornou ao esporte para uma luta em 1981 antes de encerrar a carreira definitivamente. Suas únicas derrotas foram para Ali e Foreman.

70% dos internautas trairiam caso não fossem descobertos

Há quem diga que redes sociais podem terminar relacionamentos. Outros acreditam que elas podem ajudar a começar romances. Desejando aprofundar-se um pouco mais neste tema, a empresa Lab42 - especialista em pesquisa de mercado consumidor online, usando redes sociais como base - decidiu fazer uma pesquisa com usuários deste tipo de site para saber de qual forma eles podem ter afetado sua vida amorosa. Cerca de 500 pessoas foram ouvidas entre os dias 27 e 30 de outubro e os resultados de algumas enquetes são bem curiosos.

O romance no Facebook é uma realidade. Entre os entrevistados, 64% admitiram que utilizam a página para mandar mensagens amorosas para os amados e 45% têm as conversas na rede social como principal forma de comunicação com seus parceiros. Mas nem somente de amor se vive na rede social de Mark Zuckerberg: 53% das mulheres e 48% dos homens entrevistados admitiram já terem sido traídos. Além disso, 42% dos homens e 28% das mulheres ainda revelam que trairiam, sim, se não houvesse nenhuma chance de serem descobertos.

Um dos dados mais interessantes da pesquisa, no entanto, tem relação com a mudança de estado civil no Facebook. A maior parte das pessoas quer logo correr para a rede social para contar as novidades aos amigos. Mas esta necessidade aparece em maior número em quem acabou de terminar um relacionamento: 52% dos entrevistados trocariam o status de “namorando” para “solteiro” imediatamente se rompessem, enquanto apenas 38% fariam isso ao iniciar uma nova relação.

Há outra informação interessante nesta situação: 24% das pessoas esperariam o parceiro comunicar o início de um novo namoro. Mas somente 9% aguardariam no caso do término, que, aliás, parece ser coisa séria para os entrevistados. Mais de 60% disseram que nunca encerraram um namoro – e não fariam isso – por meio de redes sociais, email ou mensagem de SMS.

Fonte: techtudo