segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

É possivel ser feliz?

Tenho certeza que 8 em cada 10 brasileiros normais, responderão que éramos felizes no Ensino Médio (os mais velhos diriam "Colegial") e nao sabíamos. Enfim, é justamente a montanha-russa de emoções que passamos durante essa fase da vida que a Laís Bodanzky, que tambem dirigiu O bicho de sete cabeças, tentou retratar no bom As melhores coisas do mundo.

Confesso que desde o começo me identifiquei com o filme, tanto pelos ares e sotaques de São Paulo, quanto pela escolha de uma escola particular e conservadora como cenário. Tais escolhas dão pontos à trama, por fugir das locações tipo exportação, na periferia. 

O personagem principal Mano, vive naquele período que tanto gostamos, sofremos, aproveitamos e temos a impressão que poderíamos ter aproveitado mais. Apesar de a era da informação ser muito mais presente nessa geração do que na minha, do final dos anos 90 e começo dos anos 2000, Bodanzky mostra esses altos e baixos muito bem, pois mostra aquele brilho nos olhos a cada nova descoberta, bem como a cara emburrada com os solavancos da vida de um  adoslescente.

O que chamávamos de zoação, virou bullying e agora, já na segunda década do sécuilo XXI, evoluimos para o cyberbullying. Muito bem colacada a frase em uma reunião de pais no filme "o mundo mudou muito nesses últimos cinco, dez anos". Você discorda? Eu não. Mas tambem acredito que algumas coisas são universais, como o som dos Beatles, cantada ao longo da trama. Entende meu ponto? 

No comeco do filme acho que Mano responde a pergunta que fiz: “Não é impossível ser feliz depois que a gente cresce. Só fica mais complicado”. Deve ser por isso que Fernando Sabino, escreveu que depois de adulto não lhe perguntam o que ele gostaria de ser, se perguntassem ele responderia “quero ser criança”.

Obs.: 
1-Se você quiser uma sinopse mais detalhada do filme, pode procurar em um site legal que achei: Google.
 
2-Ah, agora descobri quem é o tal do Fiuk, além desse filme eu não sabia o que ele já havia feito além de ser o filho do Fábio Júnior. Li algumas críticas pesadas sobre a atuação do jovem, ouso discordar, ele não é o Tom Hanks, mas não compromete, apesar da confusão no final da trama, que não foi culpa dele.

3-Vá assistir o filme, vale a pena.

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