domingo, 13 de outubro de 2013

Os melhores que vi jogar no Coringão

Faz um tempão que não apareço por aqui, pensei em falar no meu Coringão, como o presente não nos dá muito orgulho, vale falar da história do maior do mundo.
Fiz uma listinha dos melhores que vi jogar com o manto alvinegro.

No gol não poderia deixar de ser ele: Dida, um dos maiores goleiros de todos os tempos no futebol brasileiro. Teve passagem marcante pelo Coringão, não podemos deixar de citar a semifinal do Brasileirão de 99, que defendeu dois pênaltis do Raí.
Ser o capitão que levantou a taça do título da Libertadores e do Bi-Mundial credenciaria qualquer jogador a entrar numa lista como esta. Desde o time que lutou para a volta do Corinthians a elite em 2008 até hoje, Alessandro é o titular da lateral direita do Timão, são mais de 200 jogos pelo Corinthians. O Guerreiro é um dos símbolos do time que a partir de 2009 assombrou o Brasil e o mundo.
Chicão 247 jogos e 42 gols com a camisa do Timão, a melhor marca de um defensor no Corinthians, desde o lendário Pedro Grané ídolo dos anos 20 e 30. Chicão, assim como Alessandro ganhou tudo com o manto alvinegro.
Carlos Alberto Gamarra Pavón, simplesmente Gamarra. Entrou em outra lista que fiz nesse blog como um dos maiores zagueiros que vi jogar. Não tenho dúvidas que foi o melhor zagueiro de todos os tempos no Corinthians. As 80 partidas jogou pelo Corinthians encantaram a torcida do Timão e do mundo. Fez parte de uma geração vitoriosa e que jogava bonito. O melhor zagueiro da Copa de 98 é sempre lembrado por um futebol combativo mas de poucas faltas.
A camisa 6 desde o começo não pesou ao jovem revelado pelas categorias de base do Corinthians, foram 260 partidas pelo Corinthians, suas ultrapassagens e cruzamentos perfeitos foram as marcas registradas do lateral que também ganhou tudo pelo Corinthians. Ao lado de Ricardinho e Gil fez um trio que segundo Carlos Alberto Parreira classificou como "o melhor lado esquerdo do mundo".
Rincón, o capitão do primeiro título mundial do Corinthians. Meia de origem, mas no brasileiro de 98 foi deslocado para ser volante, na posição encontrou a melhor fase de sua carreira, com um dos maiores meio de campo da história, ao lado de Vampeta, Ricardinho e Marcelinho, Rincón se destacou na proteção à defesa, saída de bola perfeita e excelente proteção de bola.
Paulinho, chegou em 2010 do Bragantino como uma figura desconhecida, saiu em 2013 do Corinthians, 167 jogos depois, com títulos como o Mundial, a Libertadores e um Brasileiro no currículo. Jogador de visão privilegiada, um passe fantástico e de uma chegada muito forte no ataque. Marcou época no Corinthians ao lado de outro grande volante, Ralf.
O Xodó da Fiel, grande líder co Corinthians no 1° título da Brasileiro da história em 1990, num time limitado, mas que teve muita raça. Jogou 227 partidas e anotou 80 gols pelo Corinthians. É até hoje cultuado pela torcida.
Sem a menor sombra de dúvidas, foi o maior jogador que vi com a camisa do Corinthians. 4 paulistas, 1 Copa do Brasil, 2 Campeonatos Brasileiros e 1 Mundial, quase 500 partidas e mais de 200 gols usando a sua "segunda pele". Só me resta dizer "obrigado Marcelinho".
Um furacão com a camisa do Timão, esse foi Carlitos Tevez, com muita raça técnica (e polêmica), foi o grande líder do time campeão Brasileiro de 2005. Em 76 jogos 46 gols, fez uma dupla memorável com Nilmar. Também não podemos esquecer do eterno 7 x 2 no Santos, então campeão brasileiro.
Fenomenal. Assim define-se a passagem de um dos maiores atacantes de todos os tempos do futebol mundial. O craque encerrou a carreira como ídolo, após dois anos e 35 gols em pouco mais de 60 partidas.

Esse é meu Coringão, alguns jogadores não entraram, mas não posso deixar de citar: Ronaldo (goleiro), Marcelo Djan e Fábio Luciano (zagueiros), Sylvinho (lateral-esquerdo), Vampeta, Cristian, Elias e Ralf (volantes), Ricardinho (meia), Viola, Edilson e Luizão (atacantes).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pela democracia e liberdade



Nos últimos dias o cenário político nacional vem sendo agitado por duas pautas as quais não posso deixar de comentar: os penetras do aniversário do PT: FHC e Aécio Neves e visita da blogueira cubana Yoani Sanchez ao Brasil. Em ambas as pautas, não pude deixar de lembrar uma biografia que li sobre um homem público que tinha a democracia e a liberdade como princípios fundamentais de sua ação política: Mário Covas.

Quem pôde assistir o discurso proferido pelo Senador Aécio Neves (PSDB-MG) na última quarta-feira lembrar-se-á de que o senador mineiro concedeu aparte ao Senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o representante fluminense foi infeliz, mais uma vez, praxe da prática petista, usou espetacularização de números para distorcer a realidade, mais: ouviu o que lhe foi conveniente e disse que o tucano não falou sobre o povo. O que seria falar sobre povo ao petista? Lembrar que o nordeste passa por uma das mais graves secas de sua história, enquanto o governo federal se omite? Lembrar o descaso com a saúde pública? Ou lembrar que estamos perdendo a guerra contra as drogas e a população convive com a insegurança em todo o país?

Os fracassos dos dez anos de petismo a frente do Governo Federal corroem a federação, a economia e, principalmente, a democracia.

A verdade escancarada por Aécio Neves é incômoda ao petismo, a reação de Lindbergh é clara e coerente com a ação cotidiana do PT: intolerante e autoritário, o adversário é inimigo e o contraditório é esmagado. Para o PT, ser democrático é descartável.

A série de eventos protagonizada por militantes ligados ao petismo na visita da blogueira  Yoani certamente é mais uma demonstração da intolerância ao contraditório, os brasileiros que, assim como Mário Covas, temos na democracia e na liberdade princípios fundamentais, ficamos todos envergonhados com as manifestações pseudo-esquerdóides de intolerância.

A geração de jovens que hoje protesta contra a liberdade (!), não conheceu a inflação galopante, não passou pelo governo Collor, muito menos conheceu a luta de Tancredo, Ulisses, FHC, Covas e Richa pelo nosso direito, que o PT trata por descartável: a democracia.

Ante a agitação da última semana, o fanatismo, a intolerância e o autoritarismo lulo-petista, ao constantemente subjugar o Legislativo, o discurso feito por Covas às portas do AI-5 torna-se ainda mais atual: “Creio no regime democrático, que não se confunde com a anarquia, mas que, em instante algum, possa rotular ou mascarar a tirania. Creio no Parlamento, ainda que com suas fraquezas, que só desaparecerão se o sustentarmos livre, soberano e independente. Creio na liberdade, esse vínculo entre o homem e a eternidade”.

O Brasil não pode ter mais sua consciência esmagada. Caso a intolerância e o autoritarismo continuem a corroer a democracia é nosso dever lutar, resistir ao fanatismo lulo-petista e a máquina espetaculosa de propaganda oficial, ainda que o último suspiro de nossa geração seja o grito de democracia e liberdade.