sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pela democracia e liberdade



Nos últimos dias o cenário político nacional vem sendo agitado por duas pautas as quais não posso deixar de comentar: os penetras do aniversário do PT: FHC e Aécio Neves e visita da blogueira cubana Yoani Sanchez ao Brasil. Em ambas as pautas, não pude deixar de lembrar uma biografia que li sobre um homem público que tinha a democracia e a liberdade como princípios fundamentais de sua ação política: Mário Covas.

Quem pôde assistir o discurso proferido pelo Senador Aécio Neves (PSDB-MG) na última quarta-feira lembrar-se-á de que o senador mineiro concedeu aparte ao Senador Lindbergh Farias (PT-RJ), o representante fluminense foi infeliz, mais uma vez, praxe da prática petista, usou espetacularização de números para distorcer a realidade, mais: ouviu o que lhe foi conveniente e disse que o tucano não falou sobre o povo. O que seria falar sobre povo ao petista? Lembrar que o nordeste passa por uma das mais graves secas de sua história, enquanto o governo federal se omite? Lembrar o descaso com a saúde pública? Ou lembrar que estamos perdendo a guerra contra as drogas e a população convive com a insegurança em todo o país?

Os fracassos dos dez anos de petismo a frente do Governo Federal corroem a federação, a economia e, principalmente, a democracia.

A verdade escancarada por Aécio Neves é incômoda ao petismo, a reação de Lindbergh é clara e coerente com a ação cotidiana do PT: intolerante e autoritário, o adversário é inimigo e o contraditório é esmagado. Para o PT, ser democrático é descartável.

A série de eventos protagonizada por militantes ligados ao petismo na visita da blogueira  Yoani certamente é mais uma demonstração da intolerância ao contraditório, os brasileiros que, assim como Mário Covas, temos na democracia e na liberdade princípios fundamentais, ficamos todos envergonhados com as manifestações pseudo-esquerdóides de intolerância.

A geração de jovens que hoje protesta contra a liberdade (!), não conheceu a inflação galopante, não passou pelo governo Collor, muito menos conheceu a luta de Tancredo, Ulisses, FHC, Covas e Richa pelo nosso direito, que o PT trata por descartável: a democracia.

Ante a agitação da última semana, o fanatismo, a intolerância e o autoritarismo lulo-petista, ao constantemente subjugar o Legislativo, o discurso feito por Covas às portas do AI-5 torna-se ainda mais atual: “Creio no regime democrático, que não se confunde com a anarquia, mas que, em instante algum, possa rotular ou mascarar a tirania. Creio no Parlamento, ainda que com suas fraquezas, que só desaparecerão se o sustentarmos livre, soberano e independente. Creio na liberdade, esse vínculo entre o homem e a eternidade”.

O Brasil não pode ter mais sua consciência esmagada. Caso a intolerância e o autoritarismo continuem a corroer a democracia é nosso dever lutar, resistir ao fanatismo lulo-petista e a máquina espetaculosa de propaganda oficial, ainda que o último suspiro de nossa geração seja o grito de democracia e liberdade.